<
>

Flamengo nega veto a 'festa na favela' nas redes e sugere 'tentativa de constrangimento' antes de final

play
Quem será o campeão carioca? Flamengo ou Vasco? BB Debate aposta suas fichas (1:16)

Comentaristas fizeram suas para Flamengo ou Vasco na decisão (1:16)

O Flamengo emitiu nota oficial, na tarde deste sábado, para desmentir matéria do jornal “O Globo” que afirmava que a expressão “festa na favela” estava vetada das redes sociais rubro-negras.

A reportagem publicou mensagem de um profissional da empresa X-Tudo, contratada pela vice-presidência de comunicação para gerenciar as contas oficiais do time, pedindo que o termo fosse evitado por ser “algo associado à violência na cidade em que moramos”.

Em sua nota, o Flamengo sugere uma “tentativa de se criar um possível constrangimento com a torcida um dia antes da decisão do Campeonato Carioca”, em referência ao duelo contra o Vasco.

“Há quanto tempo não se lia a palavra favela nos jornais do Grupo O Globo? Certamente há muito tempo. Não somente nos jornais do referido grupo, como também na grande maioria dos veículos de comunicação e nos comunicados de empresas/instituições. Já tem tempo que favela não é mais uma palavra utilizada na comunicação institucional”, inicia a nota.

“Estranhamente, neste sábado, o jornal Extra faz uma matéria sobre o Flamengo com a expressão “festa na favela” sendo apresentada num contexto parcial e tendencioso, numa clara tentativa de se criar um possível constrangimento com a torcida um dia antes da decisão do Campeonato Carioca.”

Diretor-geral da empresa, Marcelo Gorodicht falou à reportagem sobre o assunto e confirmou a decisão de evitar a expressão, embora tenha garantido que não há um “veto”.

“Desde que assumimos a conta, apesar de respeitar e enxergar muitas qualidades na linha de comunicação adotada até o final do ano passado, houveram (sic) algumas alterações por nós propostas e implementadas”, disse.

“Não existe veto algum. Qualquer um pode usar esse termo e eu não tenho nada contra. Apenas consideramos que o Flamengo é favela, asfalto, mata, tudo. Então não estamos usando. Quem sabe até se acharmos pertinente, podemos usar. Mas veto não existe”, completou.

A última vez que o termo "festa na favela" apareceu nas redes sociais do Flamengo foi no dia 10 de junho de 2018, em vídeo da torcida cantando em vitória sobre o Paraná, no Maracanã. Na época, a X-Tudo ainda não comandava as contas rubro-negras – assumiu em 2019.

Leia, na íntegra, a nota publicada pelo Flamengo:

Há quanto tempo não se lia a palavra favela nos jornais do Grupo O Globo?

Certamente há muito tempo.

Não somente nos jornais do referido grupo, como também na grande maioria dos veículos de comunicação e nos comunicados de empresas/instituições.

Já tem tempo que favela não é mais uma palavra utilizada na comunicação institucional.

Estranhamente, neste sábado, o jornal Extra faz uma matéria sobre o Flamengo com a expressão “festa na favela” sendo apresentada num contexto parcial e tendencioso, numa clara tentativa de se criar um possível constrangimento com a torcida um dia antes da decisão do Campeonato Carioca.

Coincidentemente a mesma tentativa que foi feita pouco tempo antes da decisão da Taça Rio, quando se deu um enorme destaque à “demissão de um psicólogo“.

O porquê disto? Só o veículo para responder.

A matéria, ao pegar parte de uma conversa de profissionais do clube - que deveria ser restrita a eles - tenta passar a ideia que “existe um veto“ na utilização da expressão “festa na favela”. Não é verdade.

O fato é que um canto alegre e contagiante da torcida não necessariamente precisa ser a melhor maneira para a comunicação da Instituição.

Não usá-la regularmente na comunicação Institucional não significa nenhum veto ao termo ou desvalorização de uma tradição da torcida.

Esta é a verdade. Nada mais que isto.

Na realidade mais que palavras ou promessas, o Flamengo de hoje se mostra cada vez mais forte, inclusivo, praticando preços altamente populares, trazendo o seu torcedor de volta ao Maracanã e tendo, disparado, os maiores públicos do futebol brasileiro neste ano.

Para a tristeza daqueles que apostaram no contrário.