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Final dá prejuízo de R$ 300 mil a Fla e Vasco e aumenta sangria dos clubes no Carioca para R$ 1,2 milhão

A troca do Maracanã pelo Estádio Nilton Santos, o Engenhão, no primeiro jogo da final do Campeonato Carioca pode até mesmo ter contado com um viés político para o presidente do Vasco, Alexandre Campello. Mas nas finanças o efeito foi desastroso.

Com apenas pouco mais de nove mil pagantes, o clássico resultou num prejuízo de R$ 332 mil para Vasco e Flamengo. O saldo negativo é dividido entre os clubes, mas como o Rubro-Negro se dispõe a pagar R$ 6.200 em todos os jogos do Estadual a título de exame antidoping, teve a conta um pouco mais salgada, de R$ 172 mil. Juntos, os finalistas somam um prejuízo de quase R$ 1,2 milhão nas bilheterias do Campeonato Carioca.

Dos 16 jogos que disputou na competição, o Flamengo teve prejuízo de bilheteria em oito. A balança indica exatos R$ 834.587,27 negativos do clube. O maior déficit ocorreu na vitória de 4 a 1 sobre o Americano, no Maracanã. Mesmo com quase 25 mil pagantes, o clube rubro-negro teve que deixar R$ 312 mil nos cofres da - ainda - concessionária do estádio.

O panorama do Vasco é um pouco diferente, embora também deficitário. Dos 17 jogos no Carioca, em 12 a bilheteria cruzmaltina foi vermelha. Como o clube mandou vários jogos em seu estádio próprio, São Januário, e também recebeu uma cota fixa de R$ 250 mil para enfrentar o Fluminense em Brasília, na Taça Guanabara, a sangria foi amenizada. "Apenas" R$ 359 mil de prejuízo no total.

Para efeito de comparação, apenas no primeiro jogo da final do Campeonato Paulista o São Paulo, mandante, embolsou mais de R$ 5 milhões líquidos. No Rio, o lucro fica por conta apenas da Federação. Nos 47 jogos envolvendo os quatro grandes clubes, a Ferj arrecadou quase R$ 1,9 milhão.