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Marin, preso, é multado e banido do futebol pelo resto da vida pela Fifa

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Oito meses após José Maria Marin, ex-presidente da CBF (Confederação Brasileira de Futebol), ser condenado a quatro anos de prisão pela Justiça do Estados Unidos, a Fifa anunciou que o ex-cartola será multado e banido do futebol pelo resto da vida.

Em comunicado divulgado nesta segunda-feira, a entidade que rege o esporte concluiu que Marin desrespeitou o Código de Ética ao aceitar propina, e por isso não poderá mais desempenhar qualquer atividade relacionada ao futebol.

"A Câmera Independente do Comitê de Ética julgou o Sr. José Maria Marin, ex-presidente da CBF e ex-membro de diversos comitês da Fifa, como culpado por aceitar propina, o que é uma violação do Código de Ética da Fifa", escreveu a organização.

"A investigação do Sr. Marin revelou diversos esquemas de propinas, em especial durante o período entre 2012 e 2015, em relação ao seu papel presenteando companhias de mídia e marketing com direitos de transmissão de torneios da Conmebol, Concacaf e CBF", acrescentou.

"Em sua decisão, o Comitê de Ética concluiu que o Sr. Marin desrespeitou o artigo 27 (propina) do Código de Ética, e, como resultado disso, resolveu bani-lo pelo resto da vida de qualquer atividade relacionada ao futebol (seja administrativa, esportiva ou qualquer outra), a nível internacional e nacional. Além disso, ele será multado em 1 milhão de francos suíços (R$ 3,86 milhões)", anunciou.

"O Sr. Marin foi notificado nesta segunda-feira da decisão, e a punição passa a valer a partir de hoje", concluiu.

Marin, de 86 anos, foi condenado a quatro anos de prisão em 22 de agosto de 2018 pela juíza Pamela Chen, da Corte Federal do Brooklyn, em Nova York.

Ao todo, ele foi considerado culpado de seis acusações: conspiração para recebimento de dinheiro ilícito, conspiração para fraude relativa à Copa Libertadores, conspiração para lavagem de dinheiro relativa à Libertadores, conspiração para fraude relativa à Copa do Brasil, conspiração para fraude relativa à Copa América e conspiração para lavagem de dinheiro relativa à Copa América, tendo recebido US$ 6,5 milhões (R$ 25,15 milhões, na cotação atual) desde que assumiu a gestão da CBF, em 2012.

Além da detenção, ele teve US$ 3,35 milhões (R$ 13,54 milhões) confiscados, e teve que arcar com uma multa de US$ 1,2 milhão (R$ 4,64 milhões, na cotação atual).