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São Paulo e Corinthians ficam no 0 a 0 no jogo de ida da final do Paulista

Igor Gomes e Richard disputam jogada durante São Paulo x Corinthians Gazeta Press

Diante do maior público do Campeonato Paulista, São Paulo e Corinthians decepcionaram e apenas empataram sem gols, no estádio do Morumbi, na tarde deste domingo, no primeiro jogo da decisão da competição. Assim, a briga pela taça está em aberta para o próximo domingo, quando eles voltam a se enfrentar, em Itaquera.

A decepção maior nesta tarde foi para o lado tricolor, que teve um incentivo grande das arquibancadas. Mais de 58 mil pessoas ignoraram o aumento no preço dos ingressos e foram ao estádio. A demonstração de apoio já foi dada do lado de fora, quando o ônibus são-paulino foi recebido com uma bela festa.

Também houve pressão da torcida contra o adversário. Ela se limitou ao estádio. Do lado de fora, o esquema de segurança armado pela polícia militar funcionou e ônibus corintiano chegou ao Morumbi sem qualquer torcedor tricolor por perto para agir de maneira hostil ou arremessar objetos.

Mesmo assim os corintianos não mostraram-se intimidados. Tiveram uma atuação segura, com muita marcação na defesa e no meio de campo, mas poucos chutes ao gol. A média da posse de bola foi inferior a 40%. Não exigiu nenhuma grande defesa de Tiago Volpi. Mas saiu satisfeito.

Diferente dos tricolores, que tiveram poucas, mas boas chances de alterar o marcador. Foram duas finalizações perigosas na etapa inicial e mais duas na final. Cássio até apareceu menos do que na semifinal contra o Santos, mas quando precisou deu conta do recado e foi um paredão.

Com o placar sem gols, a taça do Paulistão será entregue para o vencedor do confronto no próximo domingo. Novo empate fará com que a definição seja nos pênaltis. O clássico começa às 16h (de Brasília). Os corintianos buscam o 30º título, enquanto os são-paulinos tentam o 22º.

Veja os principais acontecimentos do clássico:

Times com mudanças

O São Paulo perdeu Lizeiro, que sentiu dores musculares no treinamento do sábado, e começou a partida com Gonzalo Carneiro no lugar do meio-campista. Foi a única mudança que o técnico Cuca fez em relação aos 11 que iniciaram o último jogo, contra o Palmeiras.

O Corinthians teve mais mudanças em relação à equipe usada contra o Santos. Carlos Augusto substituiu Danilo Avelar, machucado. Jadson ficou com a vaga de Sornoza. E Ramiro substituiu Pedrinho, que deixou a última partida com dores musculares.

Mas Carille teve dores de cabeça cedo. Teve de tirar Júnior Urso, com lesão na coxa direita, aos 27 do primeiro tempo. Colocou Richard.

Nervosismo

Diferentemente da semifinal do Paulistão, Corinthians e São Paulo não ignoraram seus setores ofensivos neste domingo. Ambos buscaram ter a posse no campo de ataque, criando jogadas ofensivas, mas quem levou a melhor foram os sistemas defensivos.

Tanto que o primeiro chute com perigo foi aos 16 do primeiro tempo. Everton bateu de fora da área e Cássio espalmou. Depois, somente aos 47, houve outro lance. Foi em uma cabeçada de Arboleda, após escanteio, que Cássio defendeu em cima da linha.

O que mais se viu ao longo dos 45 iniciais foram dois times nervosos --a sequência de passes trocadas foi muito baixa--, sem variações de jogada e com muitos jogadores apagados. Casos de Igor Gomes, Everton Felipe, Antony, Jadson, Gustagol, Ramiro...<

VAR

Aos 40, o VAR, sigla para árbitro de vídeo, foi acionado para verificar um lance em que a bola tocou na mão de Ralf dentro da área após chute de Everton Felipe. Foram pouco mais de três minutos de espera, mas a arbitragem entendeu que não houve penalidade.

Uma curiosidade é que pouco depois o lance foi reprisado nas televisões em alguns setores do estádio. Os torcedores do São Paulo que estavam nesses espaços ficaram revoltados. Além cobrarem a penalidade, xingaram os membros da arbitragem no Morumbi.

Mais mudanças

Cuca não gostou do São Paulo no primeiro tempo e trocou para a etapa final. Tirou Carneiro e colocou Hernanes, fazendo a festa da torcida. O Profeta não jogava desde o jogo contra o Palmeiras, em 17 de março, período que ficou tratando uma lesão muscular.

O primeiro lance de real perigo para Cássio foi dele, em um chute aos 12. Ele recebeu a bola livre na intermediária e bateu para o gol. O goleiro espalmou.

A melhora não chegou a proporcionar outras finalizações, e Cuca mexeu de novo. Colocou Nenê no lugar de Everton, aos 20. Duas novas chances apareceram. Nenhuma delas terminou em gol para os são-paulinos.

Primeiro, aos 27, Antony cruzou da direita e Nenê quase alcançou a bola. No minuto seguinte, novo cruzamento do garoto, mas Everton Felipe mandou por cima do gol.

A equipe de Carille manteve-se disciplinada e rígida na marcação. Ou seja, a mudança tricolor não complicou tanto a vida corintiana. Aliás, o adversário alvinegro sofria com outro problema. Faltava um escape para o time atacar.

Foi nesse contextou que entrou Mateus Vital na vaga de Jadson. Só que o panorama do jogo mudou pouco para os corintianos.

Aos 37 e aos 39, duas novas chances são-paulinas. Na primeira, Hernanes chutou de fora por cima do gol (a bola passou perto da trave). Na segunda, Luan arriscou a finalização, a bola desviou e enganou Cássio, mas não o suficiente para acabar no fundo do gol.

VAR no fim

Aos 48, o árbitro consultou o VAR para analisar se houve alguma penalidade em lance de escanteio do Corinthians. A torcida são-paulina se irritou e começou a gritar "vergonha, vergonha". Foram quatro minutos de espera. E nada foi marcado.

FICHA TÉCNICA
SÃO PAULO 0 x 0 CORINTHIANS

Local: Estádio do Morumbi, em São Paulo-SP
Data: 14 de abril de 2019, domingo
Horário: 16h (de Brasília)
Público: 58.713 presentes
Renda: R$ 6.350.830,00
Árbitro: Luiz Flávio de Oliveira
Assistentes: Marcelo Van Gasse e Emerson Augusto de Carvalho
Cartões amarelos: Igor Gomes (SPO); Ramiro (COR)

SÃO PAULO: Tiago Volpi; Hudson, Arboleda, Bruno Alves e Reinaldo; Luan, Igor Gomes (Helinho) e Everton (Nenê); Antony, Everton Felipe e Carneiro (Hernanes). Técnico: Cuca

CORINTHIANS: Cássio; Fagner, Manoel, Henrique e Carlos Augusto; Ralf, Júnior Urso (Richard) e Jadson (Mateus Vital); Ramiro (Vagner Love), Clayson e Gustagol. Técnico: Fábio Carille