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Conmebol junta semis de Sul-Americana e Libertadores e faz 'agrado' à CBF por Data Fifa

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Presidente da FIFA, Infantino sabe o que esperar do Brasil em nova fase: 'Ganhar partidas e ganhar competições' (0:57)

Gianni Infantino esteve no evento de posse do novo presidente da CBF Rogério Caboclo (0:57)

Rogério Caboclo aproveitou a sua posse como novo presidente da CBF para tentar indicar a mudança de imagem da entidade diante da comunidade internacional do futebol. Para isso, fez política sem receio. As presenças de Gianni Infantino, presidente da Fifa, e Alejandro Domínguez, mandatário da Conmebol, buscaram mostrar uma suposta nova força da entidade brasileiro no cenário mundial da bola. O alinhamento rendeu frutos. Orgulhoso, Caboclo sorria ao anunciar, para 2020, o ajuste do calendário do futebol brasileiro com as datas Fifa. Para isso, contou com uma 'mãozinha' da Conmebol.

Até este ano, as semifinais das Copas Libertadores e Sul-Americana ocorrem em semanas distintas, aumentando a necessidade de datas no calendário. Assim, o futebol brasileiro perde o fôlego para respirar e não ter disputas de competições nacionais durante os amistosos oficiais das seleções. A partir de 2020, mudanças.

"Vamos jogar as semifinais (de Libertadores e Sul-Americana) na mesma semana, mas não no mesmo dia. Isso em 2020", disse o presidente da Conmebol, Alejandro Domínguez.

Além disso, a CBF conseguiu o acerto com as federações nacionais para reduzir duas datas do calendário dos campeonatos estaduais. Em vez de 18 serão 16 a partir de 2020, objetivo que não era bem aceito por todos. O Vasco, por exemplo, informou por meio do presidente Alexandre Campello que seria contra a redução de datas, mas acabou vencido.

"A gente teve grandes conquistas, com grandes negociações, no bom sentido. Todos compreenderam que o futebol precisa de preservação de datas. Quero agradecer ao presidente Alejandro, que foi extremamente sensível e vai restituir ao nosso futebol algumas datas que foram absorvidas por conta de descentralização da Libertadores e da Sul-Americana. E quero agradecer aos presidentes das federações estaduais, que foram conscientes e coerentes e entenderam que os estaduais merecem uma reflexão", afirmou Caboclo.

Em 2018, Tite foi muito criticado por desfalcar três dos quatro semifinalistas da Copa do Brasil. Ao convocar Lucas Paquetá, Dedé e Fagner ele deixaria, respectivamente, Flamengo, Cruzeiro e Corinthians sem seus atletas. Os jogos de volta da semifinal da competição foram disputados um dia depois do fim dos amistosos contra Estados Unidos e El Salvador. Acabou acusado de favorecer o Palmeiras, o quarto semifinalista e que não teve jogador convocado. A tendência, a partir de 2020, é que os jogadores tenham tempo hábil para retornar ao país e defender os seus clubes.

"Mais do que ser criticado ou elogiado com a situação, eu vejo uma organização maior. Vejo possibilidades iguais. Se eu fosse atleta, gostaria de ter uma oportunidade na seleção. E daqui a pouco eu estar numa competição importante e não estar na seleção...é ruim. Traz prejuízo para o clube, para o atleta, para a seleção, para o técnico. Mais do que ser criticado é um processo de evolução", analisou Tite.

A vantagem, no entanto, ainda não vale para os campeonatos estaduais. Ficará a critério de cada federação promover ou não jogos durante as datas Fifa, previstas a cada ano em março, junho, setembro, outubro e novembro.