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Superliga europeia com acesso e rebaixamento: jornal revela planos de 'golpe de Estado' na Champions

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Barcelona x Manchester United: quem avança à semifinal da Champions League? (1:35)

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Segundo o jornal The Wall Street Journal, os grandes clubes da Europa estão preparando um verdadeiro "golpe de Estado" na Uefa Champions League.

De acordo com o diário, haverá reunião do Comitê Executivo da Uefa nesta terça-feira, na sede da entidade, em Nyon (Suíça). A expectativa é que o encontro sirva como brainstorm dos integrantes do ECA (Associação dos Clubes Europeus) para discutir mudanças radicais na Liga dos Campeões a partir de 2024.

A polêmica aprovação do novo Mundial de Clubes pelo presidente da Fifa, Gianni Infantino, revoltou os integrantes do ECA, que novamente querem tirar do papel os planos para a criação de uma Superliga europeia.

O WSJ diz que o plano agora é formação de um campeonato de 32 times com rebaixamento e acesso, com quatro clubes caindo e outros quatro subindo a cada temporada.

Isso garantiria as equipes mais ricas e poderosas da Europa em praticamente todas as edições, sem a necessidade do sistema de classificação atual que a Champions possui, via classificação nas ligas nacionais.

O novo formato garantiria também um mínimo de 14 jogos para cada time, aumentando as receitas com bilheterias e direitos de transmissão.

O jornal ainda diz que o plano é que os duelos sejam disputados aos finais de semana, "engolindo" as ligas nacionais, que passariam a ficar em segundo plano para os gigantes.

Mais uma prova de que, para equipes como Bayern, Paris Saint-Germain e Juventus, não há qualquer interesse em competições domésticas.

Por fim, o diário salienta que os gigantes europeus estão muito animados com a possível Superliga. No entanto, os representantes das ligas nacionais ficaram bastante preocupados com as possíveis modificações.

"A Uefa e a ECA estão negociando a portas fechadas, e só sabemos que as reformas podem colocar as ligas nacionais a perigo. Estão fazendo reformas na Champions que são muito perigosas para o futebol, em um modelo que causa muitos danos às ligais nacionais e para eles mesmos, que não entendem nosso negócio", reclamou o chefão da LaLiga espanhola, Javier Tebas, à Reuters.