<
>

Para o Liverpool, ganhar a Premier League é mais difícil que a Champions League, diz Fabinho

O volante Fabinho vive o cotidiano de um dos maiores clubes da Europa e um dos gigantes da Inglaterra, o Liverpool, com a possibilidade real de ganhar tanto o título continental como o nacional. Líder provisório da Premier League, com um ponto e um jogo a mais que o Manchester City, o meio-campista acredita que é mais difícil levar a taça local do que a da Champions League, competição que reúne temidos nomes como a Juventus de Cristiano Ronaldo e o Barcelona de Messi.

"É uma pergunta difícil, mas acho que neste momento a Premier League é mais difícil porque não dependemos mais de nós. Estamos na cola, um ponto atrás, mas creio que é o mais difícil. É o campeonato mais difícil do mundo, nenhuma equipe facilita”, comentou o jogador em entrevista à Gazeta Esportiva.

Apesar de ser um campeão histórico no futebol inglês, o Liverpool nunca venceu a Premier League, nomenclatura dada à liga criada em 1992. O último troféu veio em 1990.

“Não quer dizer que a Champions seja fácil, mas é que nela a gente depende só de nós”, afirmou o brasileiro, que terá pela frente o Porto nas quartas de final. “Acompanhei o sorteio, estava aqui em casa sozinho, foram bons confrontos. Joguei contra o Porto no ano passado, acho que a base ainda é a mesma. Equipe muito boa”, continuou, assegurando que o torneio continental é preferência entre os torcedores na Inglaterra apesar do jejum.

“A torcida prefere ganhar a Champions League pelo que eu vejo aqui. Nós jogadores não falamos de priorizar alguma competição. Temos um bom elenco, sem necessidade de priorizar algumas competições. Agora os lesionados estão voltando, sendo opção a mais para o treinador. Só que não dá para negar que está batendo um cansaço um pouco maior”, avaliou, elogioso à forma de Jurgen Klopp de lidar com o tema.

“Diminuiu a carga de treinamento, ele (Klopp) entendeu que os jogos estavam sendo bem duros. Ele tem feito bastante troca na equipe, está sabendo gerir bem esse cansaço a equipe”, contou. Em meio a algumas discretas risadas, Fabinho explicou como é o dia dia ao lado do prestigiado alemão.

“Normalmente ele não dá muita bronca individual. Não só ele, como a comissão técnica, me ajudaram bastante. Apesar de o meu inglês não ser tão bom, nós tentamos ter uma comunicação ali. É um treinador que transmite bastante emoção na beira do gramado”, concluiu o meio-campista.