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Fifa defende seu novo Mundial de Clubes: 'Quando Champions surgiu, diziam que o torneio ia matar ligas domésticas'

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O presidente da Fifa, Gianni Infantino, 48, tentou defender a nova versão do Mundial de Clubes, que passará a vigorar a partir de 2021, será disputado a cada quatro anos e terá 24 participantes. O anúncio da mudança no formato do torneio foi decidido nesta sexta-feira, durante o encontro do Conselho da entidade, em Miami, nos Estados Unidos.

"Quando a Copa do Mundo foi criada em 1930 muitas associações não aprovaram e decidiram não participar da competição, que é hoje a mais importante do mundo esportivo", disse Infantino.

"Quando a Champions League [que nasceu com o nome Copa Europeia de Campeões] foi criada [em 1955] as associações nacionais também não concordaram. Disseram que o novo torneio ia matar o futebol local, os campeonatos domésticos. Eu tenho uma visão otimista", complementou Infantino.

O presidente da Fifa também disse que até a estreia do novo formato, isto é, em 2021, o Mundial de Clubes ocorrerá sem alteração em 2019 e 2020. Ainda sobre a edição de 2021, Infantino disse que o torneio será entre junho e julho, mas não tem sede definida. Está descartado realizá-lo no Qatar por causa do verão muito rigoroso do local.

O mandatário foi questionado outras vezes sobre o assunto e a pergunta principal foi a respeito do desinteresse dos clubes europeus, que já avisaram por meio da Associação Europeia de Clubes (ECA) que não vão participar.

"Falamos com clubes, ligas, jogadores, associações, confederações. Algumas concordaram, algumas discordaram. É natural", disse uma primeira vez. "A Uefa já se manifestou [contra o torneio], mas não entendeu o que estamos propondo. Nós entendemos o ponto de vista deles, das ligas, dos clubes, dos sindicatos de jogadores, mas estamos abertos para dialogar. Não estamos em guerra com ninguém", disse em outra oportunidade.

Infantino revelou que aposta no tempo que a Fifa terá até a estreia do novo Mundial para convencer os europeus a estarem na competição. Argumentou até que a alteração de formato alivia o calendário mundial.

"O novo Mundial substituirá a Copa das Confederações no calendário. Não vamos mais ter essa competição e vamos extinguir a as edições anuais do Mundial. Somos os únicos que reduzem e não aumentam o número de jogos".

"O campeão mundial nesse formato fará pelo menos cinco jogos e terá uma proporção maior. Hoje, o campeão mundial tem feito dois jogos. Pode fazer no máximo três", disse Infantino.