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Comissão criada por Leco no São Paulo cria mal estar no conselho de administração

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A criação de uma comissão de conselheiros para acompanhar negócios executados pelo departamento de futebol profissional do São Paulo acabou gerando um mal estar para o presidente Carlos Augusto de Barros e Silva, o Leco, no conselho de administração, grupo formado por oito diretores (além do próprio mandatário).

De acordo com alguns integrantes, o grupo já havia solicitado ao presidente a criação de uma comissão com o propósito de reestruturar o departamento de futebol profissional, o que inclui até um plano financeiro para enxugar gastos.

A solicitação feita há algumas semanas também foi para membros do conselho de administração fossem incluídos nessa comissão, de forma que pudessem acompanhar de perto. Não chegou a se estabelecer um número mínimo ou máximo.

A redução de custos do departamento de futebol profissional é considerada pauta prioritária agora. O clube fechou os dois primeiros meses do ano com gasto de R$ 12 milhões em cada mês. A eliminação precoce na Copa Libertadores fez o clube perder cerca de R$ 30 milhões de receita, entre premiações e bilheteria no torneio.

O mal estar gerado foi justamente porque Leco surpreendeu ao anunciar na última terça-feira a criação de uma comissão de conselheiros para acompanhar negócios executados pelo departamento de futebol profissional.

E anunciou os nomes no mesmo dia. Foram nomeados José Carlos Ferreira Alves, Jaime Franco e Kalef João Francisco.

O anúncio foi uma resposta à cobrança pela diferença de números apresentados na compra de Diego Souza. A operação total da transferência foi de R$ 13,4 milhões, mas a diretoria afirmava ter gasto R$ 10 milhões.

Membros do conselho de administração que conversaram com a reportagem mostraram descontentamento com a decisão de Leco na última terça-feira. Ao mesmo tempo, falaram em falta de transparência.

Com a criação dessa comissão, algumas dúvidas foram colocadas: Agora serão duas comissões? Ou o presidente considera que a criação desta já atende o pedido do conselho de administração?

"Criar uma comissão de três conselheiros para ficar ciente das negociações de jogadores é um muro protetor para o presidente. Não atende um pedido do conselho de administração. Mostra uma falta de respeito", disse uma fonte.

Ainda não há nova data para uma nova reunião do conselho de administração. No último encontro, o grupo solicitou ao presidente que até o final de março ações práticas fossem tomadas para reduzir os gastos no futebol.

Por enquanto, a única mudança foi a saída de Diego Souza, que tinha salários na casa de R$ 600 mil mensais, emprestado ao Botafogo até o final da temporada, justamente quando encerrará seu contrato com o São Paulo.