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Hoje na Fifa, craque croata diz que 'ninguém gosta' da Copa das Confederações e revela planos para Mundial de Clubes

O ex-jogador Zvonimir Boban, hoje secretário-geral adjunto da Fifa, está no Brasil para participar de uma força-tarefa que vai discutir o futuro do Mundial de Clubes. A ideia é chegar a um consenso sobre um formato para ser indicado no Conselho da entidade, em reunião que acontecerá no dia 15 de março.

Em entrevista ao jornal O Globo, Boban falou sobre o que está sendo discutido, sendo que a ideia é criar algo nos moldes de uma Copa do Mundo, disputada a cada quatro anos.

“Queremos mudar. Ninguém do futebol está feliz com o Mundial atual. Queremos criar um novo, jogado a cada quatro anos. Vamos discutir a ideia de 24 equipes. Tem proposta da Conmebol, que é com 16. Fazer a cada quatro anos é uma versão menos destrutiva”, disse ao jornal.

Na proposta com mais equipes, a distribuição de vagas seria de oito representantes europeus e cinco sul-americanos, sendo que as outras 11 vagas ficariam para as demais federações continentais.

O torneio, especula-se, seria um substituto para a Copa das Confederações. Para o dirigente, a ideia de ter um evento teste, um ano antes da Copa do Mundo, não faz sentido.

“Não é uma competição importante para o futebol. Se perguntar na rua quem ganhou a Copa das Confederações, ninguém sabe. Então, isso é um problema. Eu, como uma pessoa do futebol, falei com treinadores e jogadores. Ninguém quer”, disse.

“Funciona somente como um treino para a Fifa na sede da Copa do Mundo. Por esse sentido, valeu a pena, até para saber problemas logísticos. Inclusive no Brasil. Mas a Fifa tem que ser capaz de organizar a Copa do Mundo sem testes. Estamos convencidos que somos capazes”, completou.