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Presidente do Fluminense: 'Se tiver morte, a responsabilidade é das pessoas que produziram essa aberração'

Após a reunião entre os presidentes de Vasco e Fluminense, que não chegaram a um acordo sobre como ficaria a ocupação do setor sul do estádio do Maracanã, na partida deste domingo, pela decisão da Taça Guanabara do Campeonato Carioca, o comandante do time das Laranjeiras deu uma entrevista coletiva indignado com a situação.

"Diferentemente, o Fluminense não foge da briga. Não houve acordo. O Fluminense não cedeu a nada. O presidente da Ferj sugeriu que o jogo fosse feito no Nilton Santos. O Fluminense não concorda com isso, mas chamamos nosso torcedor para a guerra", disse Pedro Abad, presidente do Fluminense.

"Se tiver confusão, se tiver briga, se tiver morte, a responsabilidade é das pessoas que produziram essa aberração. O Fluminense vai quente, vai para dentro. Nosso corpo jurídico está preparado para isso", alertou.

A diretoria havia conseguido uma liminar para ocupar o setor, mas o presidente cruzmaltino, Alexandre Campello, disse que não é possível seguir à risca a liminar conseguida pelo Flu, porque um sorteio, realizado no início da semana, na Federação, determinou que o mandante da partida seria o vencedor da semifinal entre Vasco e Resende.

"A Justiça concedeu uma liminar que concedia o setor sul ao Fluminense. Nós informamos ao Vasco. Nossos dirigentes foram ameaçados - uma mulher inclusive - ameaçados de murro e de soco. O diretor do Vasco sabia que íamos lá e não nos poupou de constrangimento".

"Houve um descumprimento expresso de uma ordem judicial. Isso precisa ficar muito claro. Isso será levado ao juiz na segunda-feira. Hoje, pela manhã, fui convocado pelo presidente Rubens. Coloquei muito claramente todas as questões. A Justiça concedeu uma liminar que concedia o setor sul ao Fluminense. Nós informamos ao Vasco. Nossos dirigentes foram ameaçados".

O Vasco já vendeu mais de 20 mil ingressos do setor sul, enquanto o Fluminense esperava o final da reunião para saber se abriria a venda de ingressos para a sua torcida. Dirigentes tricolores cogitaram a possibilidade de transferir o jogo para o estádio Nilton Santos.

"Acordo pressupõe duas vontades e a vontade do Fluminense é não abrir mão desse lado. Estamos na briga pelos nossos direitos. Não foi caçada, não foi suprimida, e continua deliberadamente descumprida. Amanhã, é ir para o jogo, apoiar o nosso time. No gogó, nossa torcida é a melhor. Ela empurra o time. Estou pedindo: precisamos muito de você".

Na sexta-feira, o juiz Sandro Lucio Barbosa Pitassi, da 37ª Vara Cível do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro, determinou a suspensão da venda de ingressos de setor sul para os vascaínos e estabeleceu multa de R$ 50 mil ao Consórcio por hora de venda em desacordo ao que fora estabelecido.

O Consórcio, por sua vez, comunicou ao Vasco a decisão judicial, mas o clube de São Januário manteve as vendas por entender que ganhou o direito, porque o mando de campo da decisão tinha sido determinado pela Federação.

Rubens Lopes, presidente da Ferj, disse que a entidade tentou fechar um acordo entre Vasco e Fluminense, mas não obteve sucesso, e afirmou esperar que o bom senso prevaleça para que o futebol do Rio de Janeiro não seja prejudicado.