<
>

Para Carille, Clayson é o único capaz de dar profundidade ao Corinthians

play
Carille diz que jogo contra Novorizontino foi melhor em relação ao de Londrina, mas garante: 'Tem que melhorar muito mais' (0:45)

No meio de semana, pela Copa do Brasil, o Corinthians empatou em 2 a 2 com o Ferroviário e avançou (0:45)

O Corinthians mais uma vez nessa temporada esbarrou em um futebol burocrático, pouco criativo e lento. Fábio Carille não esconde que precisa encontrar uma maneira para mudar esse cenário, mas, para o treinador corintiano, só há um jogador em seu elenco capaz de dar profundidade ao time: Clayson.

Nesse domingo, Clayson foi a primeira aposta de Carille na etapa final, quando o jogo com o Novorizontino ainda estava 0 a 0. Apesar da entrega do jogador na ponta esquerda, o rival arrancou a vitória por 1 a 0 e alarmou ainda mais os problemas apresentados até aqui pelo time dirigido por Fábio Carille.

“Temos o Clayson de jogador de profundidade, que vai para o drible e busca o fundo. Pedrinho é um meia que gosta de flutuar. Mateus (Vital) também. Clayson está voltando agora depois de recuperar do joelho e está precisando de ritmo de jogo. A característica dos nossos jogadores é para isso. Não temos jogadores de drible, de ir para cima, a não ser o Clayson. Mas sei que o Clayson precisa de um preparo melhor. Aí você trabalha com meia e dois atacantes para a bola chegar no pivô ou para que chegue numa infiltração. Essa está sendo a dificuldade. Mas também pela característica dos jogadores”, explicou o técnico.

A entrevista coletiva concedida após o revés desse domingo também serviu para Carille passar sua observação sobre outros três jogadores: Vagner Love, Gabriel e Ángelo Araos.

“Hoje fiz diferente pela sequência de jogos. O jogo foi desgastante em Londrina pelo gramado. Senti jogadores cansados. Foi diferente com Jadson. É cedo, pouco tempo de trabalho, mas vou levar para treinos e jogos para ver se melhora”, disse, em referência a Love, pouco antes de ser sucinto ao comentar a estreia de Gabriel em 2019.

“Foi bem, tranquilo. Faltando ritmo e é só jogando que vai pegar”.

Já Araos, de fato, não agradou na primeira oportunidade que recebeu em sua posição preferida: a meia-esquerda. Aliás, o chileno foi o escolhido para Clayson entrar na partida.

“Mostrou nos treinos e nos jogos, gosta de levar a bola só para dentro. Preciso do outro lado que seja bastante agudo. Não tenho esse jogador. Clayson gosta de jogar pela esquerda, o Mateus joga lá é um meia que não procura profundidade e Pedrinho procura bola no pé. Para jogar com ele, preciso do outro lado um atacante que seja de velocidade”, comentou Fábio Carille.