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Com auditoria extra para checar destino do dinheiro, Fifa envia verba de legado da Copa para CBF gastar

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A Fifa e a CBF (Confederação Brasileira de Futebol) anunciaram nesta segunda-feira que a verba do Fundo de Legado da Copa do Mundo 2014 está pronta para ser investida em projetos de desenvolvimento do futebol pelo país.

Inicialmente, US$ 25 milhões (R$ 94,36 milhões) serão liberados para dar início a programas no ano de 2019. Esse montante se somará aos US$ 9 milhões (R$ 33,97 milhões) que já foram cedidos para ações lançadas em 2014 e 2015.

Ao todo, a Fifa programa mais seis repasses de verba até julho de 2022, chegando a um montante de US$ 100 milhões (R$ 377,46 milhões) a serem investidos no futebol brasileiro.

A destinação correta da grana, por sua vez será monitorada por auditorias da Fifa, que exigirá que a CBF envie relatórios de tempos em tempos para que seja feita uma checagem da destinação das verbas.

A Confederação Brasileira, por sua vez, anunciou que decidiu ainda pela contratação de uma auditoria externa para acompanhar a execução dos projetos, desde os processos de concorrência até a prestação de contas dos valores investidos.

"Estamos felizes com o avanço do Legado, que nos permitirá investimentos importantes no fomento ao futebol brasileiro. Nossas prioridades iniciais são a construção dos centros de treinamento nas capitais que não receberam partidas da Copa do Mundo, investimentos no futebol de base e feminino, bem como projetos nas áreas de medicina esportiva e responsabilidade social", disse o presidente eleito da CBF, Rogério Caboclo.

"Tendo trabalhado extensivamente com a administração da CBF nos últimos meses, a Fifa está satisfeita por termos acordado uma estrutura e um programa aprimorados, que não apenas cumprem os compromissos assumidos com o Brasil por ter sediado uma Copa do Mundo espetacular, mas também têm como objetivo um impacto duradouro na vida de muitas pessoas e comunidades em todo o país", completou o secretário-geral adjunto da Fifa para o futebol, Zvonimir Boban.

Em comunicado, a entidade máxima do futebol ainda disse que o acordo com a CBF terá "um rigoroso processo de monitoramento, envio de relatórios e regras de compliance".