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Libertadores: Conmebol não irá mais mostrar imagens de brigas e manifestações racistas na TV

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Em evento no Rio de Janeiro, nesta quarta-feira, a Conmebol (Confederação Sul-Americana de Futebol) anunciou importantes mudanças no sistema de transmissão de TV da Copa Libertadores e da Copa Sul-Americana para o período de 2019 até 2022.

Uma das mais relevantes é que imagens de conflitos entre torcedores (ou torcida e polícia) não serão mais exibidas na televisão - as transmissões passarão a ser geradas pela própria Conmebol.

Manifestações racistas, como imitações de macacos, também não serão mostradas.

De acordo com Fred Nantes, diretor de competições de clubes da entidade sul-americana, o objetivo é "valorizar o espetáculo".

"(Antes da Conmebol assumir as transmissões) Podia acontecer de, num determinado momento do jogo, o diretor de imagem ou o cameraman, se acontecesse algum problema na arquibancada, por exemplo, dava um enfoque muito maior para isso do que para o próprio jogo. Isso não é interessante para ninguém, ficar mostrando essas imagens", afirmou.

"Não é interessante nem pra TV que mostra o jogo, nem para a Conmebol, que é dona do torneio, nem pra ninguém. O que todo mundo quer é valorizar o espetáculo", complementou.

Nantes salientou, porém, que as imagens serão, sim, gravadas, e depois usadas para aplicar possíveis punições aos torcedores que infringirem as regras, e também aos clubes.

"É importante ter esse controle. Não estou dizendo que temos que esconder as coisas. Só estou dizendo que temos que usar da melhor forma possível", ressaltou.

"A partir de março, teremos em Assunção um Centro de Comando e Controle dos nossos jogos. Vamos acompanhar todas as partidas e teremos uma equipe de terça, quarta e quinta para analisar as imagens e ajudar os oficiais das partidas nas competições", revelou.

"Acho que a Conmebol mostrou no ano passado que não está relevando absolutamente nada que esteja fora do regulamento. Fomos alvo de críticas duras de clubes, da imprensa, de todo mundo, pela questão disciplinar. Então, ninguém vai deixar passar nada", prometeu.

"A ideia não é esconder esse tipo de coisa, de nenhuma forma. As imagens são importantíssimas, auxiliam em muitos desses casos para a gente. Agora, teremos acesso ainda mais fácil às imagens, já que seremos donos delas", finalizou.