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No Internacional, Vitorio Piffero estava 'no topo de organização criminosa', diz Ministério Público

O Ministério Público do Rio Grande do Sul (MP-RS) classifica a posição do ex-presidente do Internacional, Vitorio Piffero, como “no topo de organização criminosa” no relatório das investigações sobre sua gestão no clube entre 2015 e 2016, conforme revela o jornal Zero Hora nesta quarta-feira.

Além do mandatário, existem suspeitas contra cinco vice-presidentes do período. De acordo com o órgão, seria “absolutamente impossível” uma atuação isolada dos vices, sem relação com o presidente.

Os crimes investigados pelo MP incluem estelionato, lavagem de dinheiro, falsidade de documentos e organização criminosa no Internacional.

O Ministério Público identificou depósitos na conta de Vitorio Piffero nos valores de R$ 65 mil e R$ 70 mil, antes de assumir a presidência do Internacional, advindos de empresas de consultoria que, posteriormente, fizeram negócio com o clube na gestão do presidente.

Já foram conduzidas, inclusive, busca e apreensão de documentos, computadores e celulares dos investigados, que auxiliam o órgão na elaboração da denúncia.

O advogado de defesa de Piffero, Nei Breitman, classificou as investigações como especulação.

"Verificar comportamentos contábeis de Vitorio Piffero antes do biênio investigado para concluir que ele teria recebido valores em 2012, 2013, ou 2014, portanto, antes de assumir, para depois fazer contrapartidas, é mais especulação do que conclusão. Tudo que analisei da investigação em relação ao senhor Vitorio Piffero leva a uma conclusão mínima e precipitada que ainda não passou pelo crivo judicial: o senhor Vitorio Piffero sabia (das suspeitas de irregularidades) porque era presidente", disse em declaração registrada pelo jornal Zero Hora.