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Barcelona gasta mais que R$ 2 bilhões em salários, quase o dobro do Manchester City

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Barcelona, PSG e Bayern: nem prêmio de loteria é capaz de pagar metade do staff dos gigantes da Europa (0:52)

Estudo divulgou salários do departamento de futebol dos clubes europeus (0:52)

Apesar de não ter vencido a Uefa Champions League, o Barcelona conseguiu dominar a Espanha na última temporada ao conquistar LaLiga e a Copa do Rei. Tudo isso, porém, veio por um preço caro: mais de R$ 2 bilhões gastos em salários na temporada, um recorde na história de todos os esportes.

As informações são de um estudo realizado pela KPMG, uma das maiores empresas de auditoria do mundo. Segundo o trabalho, a equipe catalã desembolsou R$ 2,39 bilhões (562 milhões de euros) em vencimentos no seu ano esportivo, quase o dobro do Manchester City, por exemplo, com R$ 1,25 bilhão (293 milhões de euros).

O segundo colocado da lista, que leva em conta apenas os campeões nacionais das oito maiores ligas europeias, vem da França. O PSG gastou R$ 1,41 bilhão, ao passo que o Bayern de Munique, terceiro colocado, pagou R$ 1,29 bilhão. Em seguida aparecem o City (R$ 1,25 bilhão), a Juventus (R$ 1,1 bilhão), o Porto (R$ 361 milhões), o Galatasaray (R$ 344 milhões) e o PSV (R$ 149 milhões).

Disparada em salários, mas com lucro

A folha salarial do Barcelona disparou na última temporada, crescendo em 19% com relação a 2016/17. Os catalães destinaram 81% de toda a receita que acumularam no ano aos vencimentos de jogadores, também a maior proporção entre todos os clubes analisados.

Os dois principais motivos para o crescimento estão nas renovações de contrato e nas transferências. Foram estendidos os vínculos de várias estrelas, como Lionel Messi, algo que vem acompanhado de um aumento salarial para cada um dos jogadores mantidos.

Além disso, os atletas contratados para substituir Neymar – Philippe Coutinho e Dembélé – chegaram com vencimentos muito maiores do que ganhavam em suas antigas equipes, praticamente dobrando a folha salarial.

Apesar dos gastos recordes, tanto em valores brutos como em proporção, os campeões espanhóis ainda deram lucro. O Barcelona, inclusive, ultrapassou o Manchester United e tornou-se a segunda maior receita do mundo entre clubes de futebol, ficando atrás apenas do Real Madrid.

A conta catalã ficou no azul por R$ 58 milhões – isso tudo já após a aplicação dos impostos. Muito do ganho, entretanto, não veio de uma receita fixa. Pelo contrário, algo que nunca antes havia acontecido: uma venda recorde de 222 milhões de euros (cerca de R$ 1 bilhão na cotação), justamente a de Neymar para o PSG.