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Reserva, dispensado ou esquecido: veja reforços badalados de 2018 que sumiram em 2019

Para grande parte dos torcedores, a época em que os clubes se movimentam buscando contratações para a temporada que está para começar, é uma das mais empolgantes do ano.

Porém, enquanto o sentimento costuma ser de felicidade ao ver sua equipe do coração anunciando reforços, não é sempre que esses jogadores vão bem a ponto de atingir o nível de expectativa dos fãs.

Pensando nisso, o ESPN.com.br pesquisou os muitos contratados nos 12 maiores clubes do Brasil em 2018 e selecionou pelo menos um atleta que chegou com uma expectativa alta e não conseguiu corresponder.

Confira:

CORINTHIANS

No clube mais popular de São Paulo, podemos citar alguns exemplos nessa situação. No início do ano, o time perdeu o lateral campeão brasileiro Guilherme Arana para o Sevilla. A aposta para sua vaga foi em Juninho Capixaba, jovem jogador que se destacava no Bahia e que aparentava construir uma carreira parecida com a de seu antecessor. Para isso, o Corinthians, além de desembolsar um bom dinheiro, ainda cedeu o goleiro Douglas para o Bahia. E o que aconteceu foi que o lateral teve pouquíssimas chances no clube paulista e já no meio do ano foi emprestado para o Grêmio.

No meio de 2018, após o título paulista, o alvinegro voltou a perder alguns atletas, com destaque para o meia Rodriguinho. Quem chegou para ocupar sua vaga foi Angelo Araos, revelação do futebol chileno que despontava na Universidad do Chile. Nas chances que recebeu, pouco produziu e terminou a temporada no banco de reservas, sendo preterido por Thiaguinho, jogador formado nas categorias de base do Corinthians.

Quem chegou na mesma época foi Jonathas. Centroavante com carreira consolidada na Europa, o jogador chegou para acabar com a falta de gols da equipe, que sofria para achar uma referência após a saída de Jô. E foi mais um fiasco. Em muitas oportunidades, Jonathas fez apenas um gol e encerrou 2018 praticamente esquecido no elenco alvinegro.

Sendo um pouco mais criterioso, podemos citar também outros atletas, como o paraguaio Sergio Díaz, que chegou emprestado pelo Real Madrid, mas que pouco jogou por causa de uma lesão e também Roger, que chegou como mais uma aposta para a "camisa 9". Para esses, porém, uma recuperação em 2019 ainda parece possível.

PALMEIRAS

Um dos times que mais contrata nos últimos anos, o Palmeiras fez várias apostas certeiras em 2018. Não por acaso, terminou a temporada como campeão brasileiro. Porém, nem mesmo o alviverde se livrou das "zicas do mercado". O primeiro deles foi Emerson Santos. O zagueiro que estava no Botafogo e passou por algum tempo no radar do Corinthians, Acabou no time verde e foi uma grande decepção. Ele pouco jogou por causa do "inchado" elenco da equipe e pouco tempo depois já estava sendo repassado para o Inter.

Outro zagueiro contratado foi o argentino Nico Freire. Com vínculo com o Torque, do Uruguai, o atleta passou por um período emprestado ao Zwolle, da Holanda, antes de ser mais uma vez emprestado, dessa vez para o Palmeiras. No Brasil, ele se lesionou e, prejudicado com as muitas opções de zaga, ainda não entrou em campo pelo clube.

SANTOS

No Santos, são dois os jogadores que chegaram em 2018 "com pompa" de titulares e que nem de longe resolveram. O primeiro deles foi Romário. O lateral, que se destacou no acesso para a Série A pelo Ceará, chegou para assumir o lado esquerdo do clube paulista. Poucas chances depois, se chegou a um consenso que o atleta "não estava pronto" para jogar no Santos e ele foi novamente emprestado ao ceará, onde também não conseguiu repetir as atuações do ano anterior.

No segundo semestre, a aposta santista foi no experiente Bryan Ruiz, que havia brilhado na Copa do Mundo de 2014 com a seleção da Costa Rica. O problema é que ele parece ter chegado ao Brasil com quatro anos de atraso. No Santos, só conseguiu uma assistência em seis meses e, na primeira semana de treinos de 2019, já pediu para ter seu contrato rescindido.

SÃO PAULO

Depois de um ano em que lutou contra o rebaixamento, o São Paulo contratou inúmeros jogadores em 2018. E, obviamente, muitos deles não deram certo. Uma das primeiras apostas foi em Valdivia, que foi muito bem no Internacional antes de se machucar, mas que não repetiu o bom desempenho no Atlético-MG. No clube do Morumbi, ele até marcou alguns gols, mas rapidamente recebeu uma proposta de uma equipe árabe e os paulistas não fizeram grande esforço para mantê-lo.

Já Santiago Trellez chegou após um grande Brasileirão pelo Vitória, sendo um dos artilheiros do torneio. E apesar da boa quantia paga pelo São Paulo, nunca teve status de titular. Chegou a ser importante, principalmente na fase em que sua equipe liderava o campeonato. Porém, isso não foi o sucifiente para garantir sua permanência para 2019. Por enquanto, ele ainda está no clube, mas a ideia é usá-lo como moeda de troca para conseguir outro jogador.

Outro reforço do São Paulo para 2018 foi Everton Felipe. O meia chegou no meio do ano, depois de uma disputa do clube paulista com o Flamengo, que também gostaria de sua contratação. Alguns meses se passaram e podemos dizer que o atleta não justificou essa "briga" por seu futebol. Sempre muito tímido dentro de campo, não fez sequer um jogo acima da média. Na atual temporada, deve ganhar mais oportunidades.

FLAMENGO

Se em 2019 o Flamengo é o grande protagonista do mercado, apostando em atletas como Gabigol e Arrascaeta, no ano passado o clube também investiu pesado em busca de reforços. O maior deles foi Henrique Dourado. Artilheiro do Brasileirão do ano anterior pelo Fluminense, o atacante custou R$ 11,5 milhões aos cofres do clube e mesmo titular no torneio nacional durante quase toda a campanha, fez apenas 6 gols, 11 a menos do que no ano anterior. Nos últimos jogos, acabou sendo barrado por Uribe. Em 2019, continua no elenco, mas agora como terceira opção para o ataque.

Quem também chegou no início de 2018 foi Marlos Moreno. O atacante colombiano foi o grande nome do título do Atlético Nacional na Libertadores de 2016 e, por isso, foi comprado pelo Manchester City. Como era muito jovem, foi emprestado algumas vezes para clubes da Espanha. Longe de mostrar o desempenho do início da carreira, decidiu voltar à América do Sul para jogar no Flamengo. E mais uma vez, fracassou> Em um ano no Brasil, fez apenas um gol realmente importante e antes mesmo do fim de seu empréstimo, já havia sido decidido que não ficaria no rubro-negro por não atender as expectativas.

Outro que podemos citar, mas com menos ênfase, é Piris da Motta. O volante paraguaio, que foi muito bem no San Lorenzo, criou uma expectativa tão grande que parecia que se tornaria titular rapidamente, algo que não se confirmou.

VASCO

Com a saída de Nenê para o São Paulo, a aposta do Vasco para o setor de meio-campo foi em Giovanni Augusto, que nunca conseguiu se firmar no Corinthians. E a história se repetiu no clube carioca. Ele foi mal nas chances que teve e não agradou a exigente torcida da equipe, sedenta em voltar a conquistar títulos.

No meio do ano, ao mesmo tempo em que o Vasco contratou Maxi López, que rapidamente virou ídolo, chegou Vinícius Araújo, que conseguiu basicamente o inverso. Praticamente sem jogar, ele se machucou em um de seus primeiros jogos e não chegou a deixar muita saudade.

FLUMINENSE

Com a saída de Henrique Dourado, artilheiro do Brasileirão de 2017, o Fluminense decidiu apostar em Pedro, formado nas categorias de base. E a aposta foi mais do que certeira, já que o jovem rapidamente se tornou em um dos melhores jogadores da posição no país e foi até mesmo convocado para a seleção brasileira.

Porém, o garoto se machucou e o clube carioca teve então que ir para o mercado. Alguns jogadores chegaram, entre eles Kayke e Júnior Dutra. E os dois estiveram longe de conseguir suprir a ausência do artilheiro. Não por acaso, nenhum deles continuará no Fluminense em 2019.

BOTAFOGO

Provavelmente o time do Rio de Janeiro que menos contratou em 2018, o Botafogo preferiu apostar em revelações. No meio deles, porém, chegou o uruguaio Rodrigo Aguirre, que interessava também ao Vasco, mas preferiu atuar pelo time da estrela solitária.

Vendido muito jovem para a Udinese, da Itália, ele foi emprestado seguidas vezes. Em 2017, foi muito bem no Nacional, o suficiente para o Botafogo apostar em sua contratação. Por aqui, fez apenas um gol, menos até mesmo do que conseguiu de cartões vermelhos.

CRUZEIRO

Campeão da Copa do Brasil em 2017, o Cruzeiro começou 2018 sonhando com a conquista da Libertadores. Até por isso, contratou nomes de peso, como Fred e também jogadores que brilharam em outras equipes. Até por isso, gastou um bom dinheiro em David, que chegou como uma promessa do Vitória e Bruno Silva, grande nome do Botafogo no ano anterior. Porém, talvez pela forte concorrência no elenco do time mineiro, terminaram a última temporada "sem dizer a que vieram". Não por acaso, o segundo deles já foi negociado e atuará neste ano pelo Fluminense.

Outro que chegou ao Cruzeiro foi Federico Mancuello. Depois de alguns anos sem empolgar no Flamengo, foi para Belo Horizonte por um pedido do técnico Mano Menezes. E nem mesmo o treinador fez com que o argentino melhorasse de desempenho. Tanto é que é mais um que deixará o clube.

ATLÉTICO-MG

O 2018 do Atlético-MG foi de "pé no freio", depois de alguns anos gastando bastante dinheiro em reforços. Até por isso, a aposta foi em jogadores que vinham de desempenhos ruins e precisavam se recuperar. Alguns deles chegaram do Palmeiras, que não tinha espaço para todos os atletas de seu elenco. Enquanto Roger Guedes foi muito bem, em outros casos a situação foi bem diferente, como os de Arouca e Erik. O desempenho deles foi tão ruim, que ainda no meio do ano foram reemprestados para outras equipes.

Já no segundo semestre, um dos reforços do Atlético foi Denílson, ex-atacante do São Paulo e que havia disputado um grande primeiro semestre pelo Vitória. Mas em Belo Horizonte a história foi bem diferente. Depois de pouco tempo, ele já passou a ser perseguido pela torcida e sua situação ficou insustentável. Tanto é que ele foi para o Al Faisaly, da Arábia Saudita.

GRÊMIO

Depois de um 2017 em que se "especializou" em recuperar jogadores, terminando a temporada como campeão da Libertadores, o Grêmio apostou novamente nessa receita. Até por isso, um dos primeiros reforços para 2018 foi o atacante André, que desde que foi revelado no Santos nunca mais conseguiu render em alto nível por um clube grande. E também não foi no tricolor gaúcho que isso aconteceu. Tanto é que terminou a temporada como reserva do sempre criticado Jael. Para 2019, a equipe contará com Felipe Vizeu para o setor, o que deve dificultar ainda mais a vida de André.

Mais um que chegou nesse tipo de situação foi Marinho. Grande estrela do Vitória em 2016, quando evitou o rebaixamento da equipe, o atacante foi jogar na China. Muito cotado em alguns clubes do Brasil, principalmente o Flamengo, por quem admitiu recentemente sua torcida, ele apareceu no Grêmio no meio do ano. Pela habilidade do técnico Renato Gaúcho, tinha tudo para dar certo, mas não. O atleta nunca empolgou e atualmente vive um impasse, sem saber onde atuará em 2019.

INTERNACIONAL

2017 foi o ano em que o Inter disputou a Série B. Até por isso, ao início da temporada seguinte, os reforços foram de outro patamar. Entre eles, chegaram Wellington Silva e Roger, que haviam se destacado no ano anterior por Fluminense e Botafogo e chegaram ao Rio Grande do Sul com status de titular.

Mas o que aconteceu foi exatamente o contrário. Nenhum dos dois nunca empolgou. O primeiro simplesmente desapareceu da equipe e voltou a jogar apenas na reta final da temporada, entrando na parte final em alguns jogos. Já com o segundo a paciência foi ainda menor e ele teve seu contrato rescindido para jogar no Corinthians, onde também não foi bem.