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Ex-presidente do Atlético-MG, Kalil critica poder dado ao Flamengo no mercado

Uma citação do atual prefeito de Belo Horizonte está rendendo - e muito - no mundo da bola.

Em 2014, Alexandre Kalil, ainda presidente do Atlético-MG e longe do cargo no governo, disse que o Flamengo estava com uma diretoria que 'colocava ordem na casa' e que se 'arrumar o Flamengo, acaba o futebol brasileiro'.

Agora, a 'profecia' de Kalil voltou à tona. A grande investida do rubro-negro no mercado da bola, contratando jogadores como Gabigol e Arrascaeta, e economicamente recuperado, trouxe de volta a fala do mineiro.

Em entrevista ao jornal Hoje Em Dia, o prefeito de BH comentou as contratações e o poderio econômico do clube carioca:

“Os clubes têm que mandar a televisão, fazer o campeonato apenas com o Flamengo. É hora de fazer uma grande guerra. Eles (TV) vão perder audiência. Se não for feito, os clubes vão fechar as portas".

Isso porque de acordo com um novo tratado de cotas televisivas, caso o Flamengo seja campeão brasileiro, ele recebe cerca de R$327 milhões. O valor é R$147 milhões mais alto que a projeção feita para o ano passado.

Para efeito de comparação, caso o Atlético-MG seja o campeão do torneio nacional (clube do coração do prefeito Kalil), a instituição receberia R$ 100 milhões.

“Enquanto isso não acontecesse (o Flamengo entrar com força máxima no mercado), os clubes não iam acordar. Na última vez que negociei com eles (TV Globo), não deixei nem subirem na sede.

Ficaram na calçada da Olegário Maciel (Avenida de Belo Horizonte). O Atlético foi o último a assinar”, acrescenta Kalil em entrevista ao Hoje em Dia.

Palmeiras

Quando questionado sobre as condições financeiras do Palmeiras, Alexandre Kalil disse que a condição não é a mesma do Flamengo: “O caso do Palmeiras é bem diferente e a gente não pode misturar as coisas. O Paulo Nobre (ex-presidente) foi muito competente e isso é preciso ser destacado. Assim como o Alexandre Mattos (diretor de futebol), que tem sido muito feliz nas contratações''.