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Coritiba deve contratar o meia Giovanni, campeão mundial pelo Corinthians

O Coritiba deve contratar um campeão mundial pelo Corinthians. O meia Giovanni, que estava no Goiás, acertou com o clube, de acordo com informações publicadas pelo GloboEsporte e confirmadas pela ESPN.

O empresário Ricardo Scheidt garantiu a negociação do jogador, que é aguardado nos próximos dias para exames e assinar o contrato de um ano.

Giovanni não renovou seu vínculo com Goiás por questões financeiras. No último ano, ele jogou 54 partidas e anotou sete gols.

Natural de Sorocaba, Giovanni chegou o Corinthians aos 13 anos, após ser aprovado em testes. Nas categorias de base, ele fez parte de uma geração que tinha jogadores como os zagueiros Marquinhos (Paris-Saint Germain) e Antônio Carlos (Palmeiras), além do goleiro Matheus Vidotto (reserva de Cássio no Timão). No Parque São Jorge, ele venceu o Mundial Sub-17, Brasileiro Sub-20, além da Copa São Paulo

“Subi ao profissional com o professor Tite, em 2012. É uma pessoa incrível que nos ensinava muitas coisas dentro e fora de campo diariamente. Não é à toa que está acontecendo tantas coisas maravilhosas na vida dele. Ele merece tudo isso e desejo toda sorte”, contou, em entrevista à ESPN, em 2017.

Com poucos meses na equipe principal, o meia jogou 10 partidas e foi chamado para integrar o elenco que iria ao Japão disputar o Mundial de Clubes.

“Tomei um susto naquela hora. Tinha só 18 anos e fiquei sabendo que iria par para o Mundial. Foi uma coisa maravilhosa e uma das maiores alegrias que tive na vida. Tinha sido convocado pela seleção brasileira para o Sul-Americano Sub-20 e falei com o Tite que gostaria de ir para o Mundial. Ele deixou bem claro que as possibilidades de jogar seriam bem poucas e que na seleção eu iria jogar e as pessoas contavam comigo”, disse.

“Eu deixei bem claro a minha vontade e o que meu coração pediu naquele momento. Ele aceitou e quando me convocou eu fiquei muito feliz. Foi um dos melhores dias da minha vida”, relembrou.

O Corinthians bateu o poderoso Chelsea por 1 a 0 na final e faturou o torneio.

“Parecia que estava sonhando. Em algumas horas achava que não estava presente naquele momento (risos). Eu estava no meio de jogadores consagrados e fiquei no banco na semifinal e na final foi incrível. Tudo que vivi e passei naquela viagem foi maravilhoso”, contou.

Apesar de ter feito apenas 17 partidas pelo Corinthians, Giovanni não guarda mágoa do clube.

“Não me chateou, ao contrário. Eu era bem feliz de estar num elenco daquele no meio de jogadores consagrados e quando ia para o banco de reservas eu estava feliz. Era um time excelente, com as peças encaixadas, esquema tático bem definido e que dava tudo certo. Ganhamos todos os títulos”, afirmou.

“Ainda tive a chance de jogar alguns jogos e sempre que dava ele me colocava em campo. Eu sempre dei o meu melhor e só tenho que agradecer ao Corinthians e ao Tite por tudo que vivi lá dentro”, relatou.

Sem espaço no Parque São Jorge, ele começou a ser emprestado a partir do meio de 2013 para clubes como Ponte Preta, Portuguesa, Atlético-PR, São Bento e Tigres-RJ. Nesse período, o jogador quase abandonou a carreira.

“Não conseguia me encaixar e ter uma evolução no trabalho da forma que gostaria. Em alguns lugares eu desempenhava um bom futebol, mas tinha problemas que não conseguia jogar. Em outros times já não tinha mais a mesma motivação do começo de carreira. Em alguns momentos pensei em desistir do futebol. Se não fossem meus familiares e as pessoas que estão do meu lado me apoiarem eu teria parado por causa das decepções”, lamentou.

Giovanni ainda jogou o Campeonato Paulista pelo São Bento, mas enfrentou o desemprego logo em seguida.

“Quando acabou o torneio eu fiquei em casa parado sem nenhum clube. Tive poucos convites e não chegávamos a um acordo salarial. Treinava todos os dias por conta própria com um personal trainer em uma academia em Sorocaba”, recordou.

Após dois meses sem clube, jogou pelo Náutico e depois foi para o Goiás, no qual conseguiu o acesso para a Série A do Brasileiro.