<
>

Atacante no Corinthians, Zé Gabriel se reinventou como volante e hoje é capitão do Inter na Copinha

Antes de virar um dos destaques do Internacional na Copa São Paulo de futebol júnior, o volante Zé Gabriel precisou se reinventar. Aos 19 anos, ele acumula passagens por vários clubes e atuou em posições diferentes antes de virar capitão do time colorado.

Natural do interior do Sergipe, o jovem começou a jogar futebol aos seis anos em escolinhas antes de ir para a base do Sergipe e ter uma passagem pelo Bahia.

"Eu fiquei em Salvador menos de um ano e fui para o Internacional no fim de 2012. Mas na época tinha um acordo entre 40 clubes, que nenhum deles poderia pegar jogador do outro. O Bahia e o Inter estavam neste acordo. Como eu era federado pelo Bahia, que não queria me liberar, não poderia atuar. Eu fui jogar uma Copa pelo São José-RS e depois pegaria minha liberação para ir o Inter. Mas por causa de alguns problemas extracampo fui para o Corinthians", disse, ao ESPN.com.br.

O volante ficou no Parque São Jorge por cinco anos e jogou ao lado de Pedrinho, Léo Santos, Mantuan e Fabricio Oya no título da Copinha de 2017. Na equipe alvinegra, ele atuou em posições diferentes em campo.

"No Corinthians virei um camisa 9 e cheguei até mesmo a pegar seleção de base. Depois, joguei como um ponta, aberto pelos lados. No final de 2017 eu não estava sendo tão aproveitado e tomei uma decisão com a minha família. A última vez me jogaram de lateral-direito e foi aí que percebi que não estava no plantel e não seria aproveitado", relatou.

Foi neste momento que Zé Gabriel resolveu fazer uma volta às suas origens.

"Abri mão do que tinha lá para ir para o Internacional em busca de outro desafio. Eu ia jogar outra vez como volante, que era minha posição desde moleque. Gostei do planejamento que tinham para mim e vim para cá. Agradeço muito o Inter por aberto as portas para mim", relatou.

"Eu gosto muito do Paulinho. Eu me inspiro e tenho como referência do Thiago Silva e o Felipe Melo, pela entrega em campo. Gosto muito do Paulinho porque ele chega na área e finaliza, acho que tenho isso de positivo. O mercado do futebol hoje exige para o meia", analisou.

O recomeço no Beira-Rio não foi tão fácil, pois o jogador precisou superar uma lesão que o deixou três meses afastado dos gramados. Mas logo depois, retomou seu espaço e virou capitão do time sub-20 do Internacional na Copa São Paulo de 2019.

"Estou muito bem. Muitas coisas acontecendo e estou vivendo um grande momento. É uma posição de responsabilidade ser um líder e exemplo. É algo que para o jogador é muito bom", admitiu.

Uma liderança que foi forjada pela maturidade precoce aos 19 anos.

"A maior dificuldade que enfrentei foi ficar longe da família desde cedo. No começo eu mais sentia falta da convivência com eles. Saí de casa com 12 anos e tive que amadurecer e virar homem na marra. Tive que ganhar responsabilidade de gente grande muito cedo. A gente criou muitos amigos com os mesmos meninos que estavam na mesma situação que a gente. Isso ajuda demais a diminuir a saudade de casa. Não sei o que é passar Natal, dia dos pais ou das mães com eles. Aprendi a conviver com isso", analisou.

Zé Gabriel tem contrato até abril de 2020 com o Internacional e sonha em ser promovido ao time de cima.

"Minha cabeça está só na Copa São Paulo, se for aproveitado no profissional veremos depois. Mas eu quero muito jogar no Inter e, se Deus quiser, fazer um dia história com a camisa colorada", finalizou.

Com três vitórias (100% de aproveitamento) na Copinha, a equipe colorada enfrentará o Taquaritinga pela segunda fase da competição, nesta sexta-feira (11/10).