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STJD recusa denúncia e encerra caso que poderia mudar acesso da Série B do Brasileiro

A Procuradoria do Superior Tribunal de Justiça Desportiva (STJD) decidiu arquivar a denúncia sobre uma irregularidade do lateral-esquerdo do Goiás. Em um documento assinado pelo subprocurador Gustavo Silveira, a entidade não aceitou a Notícias de Infração Disciplinar apresentadas pela Ponte Preta e o Sport.

A denúncia era de que o jogador, que atuou em 31 oportunidades pelo Goiás na última temporada, teria duas certidões de nascimento: uma original, que data de 11 de novembro de 1985. Outra (não confirmada), de dois anos depois, 11/11/87, data em que foi registrado pela equipe no BID da CBF. Assim, o lateral teria 33 anos e não 31 como aponta o próprio site dos goianos.

Diante da possível irregularidade, dois clubes poderiam se beneficiar: Ponte Preta e Paysandu. Quinto colocado na Série B, o time de Campinas terminou o campeonato empatado em números de pontos com o Goiás, quarto colocado, mas atrás pelo número de vitórias: 18, contra 16.

Assim, caso a irregularidade se confirmasse e houvesse punição pelo STJD, os paulistas subiriam.

No caso do Paysandu, a equipe terminou na 17ª posição, com 43 pontos, e caso o Goiás perdesse os pontos disputados com Ernandes em campo, seria ele que cairia direto para a zona de rebaixamento e consequentemente para a Série C, mantendo o clube paraense na segunda divisão.

A Procuradoria, porém, entendeu que "não houve violação à condição de jogo do atleta". Mesmo comprovada a adulteração dos documentos de Ernandes, a fraude não tem influência na disputa da Série B, tampouco o Goiás pode ser penalizado: "Mera divergência na certidão de nascimento (idade), só seria fundamental em competições de categoria de base, que, por óbvio geraria vantagem indevida ao clube".