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Manchester City pode ser banido da Champions por fraude em patrocínio

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'Football Leaks' revela que Uefa encobriu doping financeiro ilegal de PSG e Manchester City (3:57)

De acordo com os papéis, a entidade que rege o futebol europeu deveria ter punido as duas equipes por desrespeito às regras (3:57)

Em 2 de novembro do ano passado, a revista alemã Der Spiegel revelou, através de documentos vazados pelo Football Leaks, que a Uefa encobriu durante anos o doping financeiro ilegal do Manchester City, descumprindo as regras de fair play financeiro da própria entidade.

De acordo com e-mails obtidos pela publicação, o City cometeu fraude ao reportar que havia recebido 59,5 milhões de libras (R$ 282,31 milhões) de sua patrocinadora, a empresa aérea Etihad, em 2015, quando na verdade o dinheiro veio do Abu Dhabi United Group, dono do clube.

Isso seria uma afronta direta ao fair play financeiro da Uefa, já que a organização que rege o futebol europeu exige que os times apresentem a origem verdadeira de seus recursos financeiros.

Desde então, o City está sob investigação do CFCB, corpo independente da Uefa que controla o fluxo de caixa das equipes. E, nesta quinta-feira, veio a bomba.

Segundo Yves Leterme, presidente do CFCB, o clube comandado por Josep Guardiola pode sofrer a pena máxima para quem burla as regras: ser excluído da Champions League, a maior competição organizada pela Uefa.

"Se tudo o que está escrito (nos e-mails) for verdadeiro, então há um problema muito sério. Isso pode levar à máxima punição: exclusão das competições da Uefa", disse Leterme, à revista belga Sport Stratégies.

"Se todas as informações (da revista Der Spiegel) estiverem corretas, isso quer dizer que não houve sinceridade (do City) ao reportar a origem dos recursos", acrescentou.

"As regras de fair play financeiro são baseadas em um sistema de declaração, que ocorre três meses depois dos clubes fecharem suas contas. Então, nós fazemos checagens aleatórias para confirmar a veracidade desses dados. As contas, então, são examinadas e aprovadas tanto por auditorias internas quanto externas", explicou.

Até o momento, o Manchester City não negou que os e-mails e documentos obtidos pela revista alemã sejam falsos. A única atitude do time celeste foi divulgar um comunicado para dizer que não comentaria o caso.

"Não iremos comentar qualquer coisa que envolva material que foi hackeado e roubado do City Football Group e de empregados do Manchester City e seus associados. A tentativa de danificar a imagem do clube é clara", limitou-se a afirmar a equipe.