<
>

Emocionado, Schelotto fala em dor enorme e elogia 'chutaço' de Quintero

play
André Kfouri reforça o peso da final para o Boca Juniors: 'Esse tipo de derrota não acaba, sensação não termina' (0:53)

#LinhaDeDomingo analisa a decisão da Libertadores (0:53)

O técnico do Boca Juniors, Guillermo Barros Schelotto, não escondeu a sua emoção após ser derrotado pelo River Plate por 3 a 1 na final da Copa Libertadores da América, neste domingo, no Santiago Bernabéu, em Madri. Falando em “dor profunda”, ele avaliou o embate como equilibrado, elogiou a precisão de Quintero no segundo gol e lamentou o fato de ter ficado com um jogador a menos na prorrogação.

“Eu sofro por não poder ganhar a Libertadores para os torcedores do Boca, que sempre estiveram ao nosso lado, que fizeram o esforço de vir até aqui. É muito difícil perder a Copa, sobretudo por causa do caráter, da vontade e do coração dos jogadores”, avaliou Schelotto, ídolo e campeão do torneio como jogador, mas que não conseguiu repetir o feito como técnico.

Para Schelotto, o time azul e amarelo teve uma boa atuação diante do arquirrival, conseguindo sair na frente com o belo gol de Benedetto. Ainda que tenha terminado o segundo tempo pressionado, ele acredita que o ponto fundamental foi a expulsão de Barrios, no começo da prorrogação, aliado ao lindo chute de Quintero para fazer o 2 a 1.

“São dois times de primeiro nível. Quase não houve diferença durante os 90 minutos. A diferença se deu na prorrogação, quando ficamos com um a menos (após a expulsão de Barrios). A diferença foi o chutaço de Quinteros”, comentou o treinador, refutando a possibilidade de reclamar o título nos tribunais.

“Acabou. O River é campeão. Por mim, esta final está terminada. Mas seria bom que a Conmebol e o futebol sul-americano tomem alguma medida. Não pode ser que aconteça o que aconteceu no outro dia. Que atirem pedras a um ônibus de um time de futebol, a qualquer ônibus, não pode ser normal”, concluiu.