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São Paulo: Ricardo Rocha admite que Nenê foi 'mimado' e aconselha Rodrigo Caio a deixar clube

Depois de deixar o cargo de coordenador de futebol do São Paulo, Ricardo Rocha concedeu entrevista, nesta quinta-feira, e avaliou erros e acertos do clube na temporada. Entre questões ligadas ao elenco, reconheceu que Nenê foi “mimado” e aconselhou Rodrigo Caio a se transferir.

“Houve algumas insatisfações. Vimos uma. Nenê”, disse em entrevista ao “Sportv”, em que foi perguntado se Nenê foi “mimado” no episódio. “Foi, foi, sim”, respondeu o ex-coordenador.

“Depois, conversamos. Fomos nós (diretoria) que falamos de trazer Nenê, foi muito importante para a gente. Caiu de produção, como alguns caíram. Haviam insatisfações, uma dele. Mas você trabalha o ano inteiro e vem uma tempestade em copo d'água no São Paulo”, continuou.

Nenê chegou a ser apontado como um dos pivôs da queda do técnico Diego Aguirre, por insatisfação com as vezes que deixou o time titular.

Já sobre Rodrigo Caio, Rocha repercutiu as críticas que o zagueiro fez ao treinador, dizendo que não tinha boa relação com o uruguaio. Para o ex-dirigente tricolor, o atleta deve procurar deixar o clube.

“É uma opinião do Rodrigo, mas naquele momento ele (Aguirre) achava que ele era o quarto zagueiro, ficou muito tempo parado. Teve uma boa proposta antes da Copa, não aceitou, acreditava que seria convocado. Hoje, acho, ele deveria sair, tem que sair. Ele precisa. Precisa mudar a cabeça, seja uma troca, o que for. Já aconteceu comigo, ‘deixa eu sair que quero seguir minha vida’. Faz parte do jogo”, afirmou.

Já sobre a demissão de Aguirre, Rocha revelou que não esteve presente na reunião que definiu a queda, depois do empate com o Corinthians – com os tricolores atuando com um homem a mais.

“Teve uma reunião, que eu não participei. Não quer dizer que eu sabia ou não. Faltavam cinco rodadas. Eu sou contra a queda. Se eu tivesse nessa reunião, eu tentaria manter o Aguirre.”

A opinião de Rocha é de o São Paulo deveria ter esperado até o final da temporada caso quisesse trocar o treinador. Pesou, porém, a insatisfação de Raí, diretor executivo, depois do clássico.

“Não quer dizer que eu não queria Jardine. Capacidade ele tem. Mas poderia assumir depois se eu estivesse nessa reunião. O Aguirre foi massacrado. Poderiam ter esperado. Substituir para cinco jogos, não precisa desse tipo de problema, dessa crise. Aumentamos essa crise”, afirmou.

“Mas estou com o Raí para o que der e vier. Ele até falou: ‘não queria te levar (para a reunião), tinha uma definição. Ele estava muito mal depois do jogo do Corinthians”, encerrou