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ESPN FC 100: Quem é o melhor lateral esquerdo de 2018?

Jogadores com um bom pé esquerdo não são comuns, mas aqueles que são abençoados com controle e precisão de bola têm um valor precioso. Os melhores laterais esquerdos têm conforto para marcar o meia adversário, assim como para ajudar no ataque. Com mais equipes atuando com três zagueiros, esses jogadores têm de se ajustar a mais de uma função.


Kurzawa foi afastado nos primeiros meses da temporada com uma lesão nas costas e esteve ligado a uma possível transferência do PSG no último verão europeu. Se ele eventualmente seguir em frente, pode ser com uma sensação do que poderia ter sido. Ele jogou apenas 74 vezes desde que chegou em 2015, mas, quando está totalmente em forma, Kurzawa é o pacote completo de velocidade, agilidade, força e astúcia.


Um jogador que amadureceu tarde e obteve reconhecimento quando chegou ao Atlético em 2010, Filipe Luís queria se juntar ao PSG, mas acabou indo para o Chelsea para a temporada 2014-2015, antes de voltar a Madrid. O jogador da seleção brasileira, de 33 anos, oferece uma alternativa robusta e combativa a Marcelo para a equipe nacional e continua sendo uma figura confiável na indomável linha de defesa de Diego Simeone.


A história de Robertson tem características de conto de fadas. Há pouco mais de cinco anos, ele estava jogando nas profundezas da terceira divisão escocesa com o Queen's Park, trabalhando em um cargo administrativo em meio período na Federação do país. Agora, ele corre para cima e para baixo no flanco esquerdo do Liverpool e também é capitão da seleção. Ele só faz 25 anos em março, então basta dizer que ainda há muito mais por vir.


Na última temporada, Alonso foi um dos poucos jogadores do Chelsea a se divertir, marcando oito vezes e representando uma ameaça de roubada de bola na lateral esquerda. Ele ocupa um papel mais convencional sob o comando de Maurizio Sarri, mas ainda tem licença para se movimentar. Seus instintos de ataque às vezes custam caro, como a suspensão que ele recebeu em abril por dar um pisão em Shane Long, mas isso faz parte do pacote.


Se Mendy não tivesse perdido a maior parte da temporada passada, Hernández provavelmente não teria tido a chance de ser uma das estrelas revelação da Copa do Mundo. Ele estreou pela a equipe nacional apenas em março passado, mas se encaixou perfeitamente com suas corridas de apoio inteligentes e trabalho de defesa sólida. Pouco surpreendente, uma vez que ele costuma atuar como zagueiro no Atlético.


Quanto o Manchester City teria sido melhor na última temporada se Mendy estivesse em forma? A pergunta parece ridícula, mas Mendy é um jogador extraordinário. Com tanta velocidade e potência, suas corridas no lado esquerdo são quase impossíveis de serem paradas. Ele também tem o passe para completar, uma marca registrada: baixo, chicoteado, cruzado, do jeito que os atacantes sonham. Se ele conseguisse ao menos se manter em forma.


Parece injusto que Alex Sandro não tenha entrado no plantel da Tite na seleção da Copa do Mundo, apesar de a mera presença de Marcelo significar que a competição é dura. Ele teve sua chance no outono, quando marcou um gol contra a Arábia Saudita, uma lembrança de seu talento. Capaz de dominar o jogo aéreo e ser peça relevante no ataque, Alex Sandro se encaixa perfeitamente na tradição dos ousados laterais brasileiros.


Enquanto Lionel Messi estiver por perto, sempre haverá uma estrela maior do que Alba no Barcelona, mas você não encontrará um jogador mais eficaz. Ele está entre os melhores há quase uma década, mas, aos 29 anos de idade, está jogando o futebol mais impressionante de sua carreira. Enquanto ele perdeu a preferência (e a melhor forma) com Luis Enrique, está redescobrindo seu dom sob o comando de Ernesto Valverde, que disse que Alba "fica melhor a cada dia".


Alaba jogou em várias posições no time e na seleção, mas hoje voltou a fazer o que ele faz de melhor: provar que tem poucos iguais a ele no papel de lateral esquerdo. Ritmo, passe inteligente e excelentes cobranças de bola parada estão entre suas marcas registradas; isso diz bastante, mas é fato que, quando Alaba está em campo, é difícil tirar os olhos dele, mesmo em uma posição relativamente sem glamour.


Em novembro, Marcelo foi presenteado com uma camisa para marcar seus 12 anos no Santiago Bernabéu. Naquela época, ele era muito mais do que um lateral esquerdo, praticamente mandando nos jogos e criando chances com uma regularidade impressionante. E quando os tempos estão difíceis, como tem acontecido nesta temporada, Marcelo defende seus companheiros de equipe: "Eu sempre dou a cara a tapa", disse ele. Ninguém pode negar isso.


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