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Palmeiras: DataESPN mostra como jogam Zé Rafael e Arthur Cabral

Atual campeão do Brasileiro, o Palmeiras prepara um time ainda mais forte para 2019.

Nesta semana, a equipe alviverde anunciou duas contratações: o meia Zé Rafael, de 25 anos, do Bahia, e o atacante Arthur Cabral, de 20, do Ceará.

Ambos tiveram enorme destaque na temporada atuando por seus clubes.

Zé Rafael, por exemplo, é um dos atletas que mais atuaram no futebol brasileiro neste ano. Ao todo, ele esteve em campo em 67 oportunidades, marcando 13 gols e distribuindo 6 assistências.

Já Arthur é um dos maiores artilheiros do país em 2018. Ao todo, ele anotou 24 vezes em 54 partidas no ano, o que dá média de 0,44 por jogo.

Para aprofundar o tema e mostrar ao torcedor como jogam os novos reforços alviverdes, acionamos o DataESPN, que analisou como o meia e o centroavante podem encaixar no esquema de Luiz Felipe Scolari.

Confira as análises de Renato Rodrigues, do DataESPN:

ZÉ RAFAEL

Zé Rafael é um jogador que trará mais profundidade ao elenco palmeirense.

Com boa regularidade nos últimos anos, o agora quase ex-jogador do Bahia, tem tudo para ser uma opção versátil para Felipão em 2019.

O fato de poder jogar nas três posições da linha de três meias (Palmeiras tem jogado no 4-2-3-1) lhe dá bastante perspectiva de ser utilizado.

A lesão de William, por exemplo, é um fator. Principalmente porque o reforço, no geral, tem até atuado mais pela beirada do que pelo centro.

A questão mesmo são as características. Bem diferentes de William, Scarpa e até Moisés e Lucas Lima, os “mais meias” do elenco atualmente – Guerra tem sido pouco usado.

Trata-se de um atleta com bastante recurso técnico. Melhor que isso, com agilidade para trocar de direção rapidamente, e velocidade/força para conduzir a bola em transições.

Em sua essência, Zé Rafael é meia. Mas é um cara exatamente habituado a jogar pelos lados, inclusive baixando a marcação e ajudando o lateral do seu lado em situações que o adversário ataca.

Com bola, tem tanto a capacidade de finalização quanto de servir os companheiros. Também costuma ter bastante chegada na área.

A disposição e a pro atividade sem bola, por exemplo, podem ser características importantes na adaptação ao modelo de jogo de Felipão.

Já nem o vejo tanto como aposta, devido a regularidade que teve nos últimos anos, mas chega para ganhar seu espaço.

Não vejo como titular no atual cenário. Num nível mais competitivo, inclusive, tem ainda margem de crescimento profissional.

ARTHUR CABRAL

Já Arthur Cabral tem um perfil ainda de afirmação. Fez um ano muito forte, sendo um dos pilares da espetacular recuperação do Ceará no Campeonato Brasileiro.

Quem bate o olho no centroavante, de cara, tem a impressão de se tratar de um 9 grandalhão que fica entre os zagueiros. Mas não é só isso.

O matador tem boa capacidade de gerar jogo fora da área. Não chega a ser um jogador com refinamento técnico altíssimo, mas tem boa leitura dos espaços para circular, jogar de primeira e abrir terreno para infiltrações.

Foi, em vários momentos, o cara da retenção de bola do Ceará. Consegue se impor fisicamente, tem estatura e força. Por isso acaba fazendo bons pivôs curtos.

Por outro lado não se trata de um jogador com grande velocidade. Tem até dificuldade neste sentido. Arranca bem, mas na troca de direção não vai muito bem. Até por isso, está longe de ser um atacante de 1x1, de buscar o drible.

Se a gente olhar de uma forma mais geral para o atual cenário do elenco, Arthur terá Deyverson e Borja como concorrentes. Talvez uma vantagem que o jovem traga é o fato de ser um mix dos dois: tem o bom jogo aéreo do primeiro e a boa capacidade de se mover do segundo, até com mais recurso técnico.

Por ser mais completo - mesmo ainda não atuando no nível competitivo que os outros dois centroavantes atuam -, pode ter alguma vantagem na disputa.

Eu o vejo chegando para compor. Se sair algum jogador da posição, suas possibilidades aumentam. Mas se trata de um jogador de potencial. Para trabalhar pensando nos anos que virão.

Sem dúvida pode evoluir bastante.