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Rafael diz por que saiu do Manchester United e projeta jogo especial contra o City pela Champions League

O duelo contra o City válido pela Uefa Champions League é especial para Rafael. Afinal, enfrentar o lado azul de Manchester fez parte da vida do brasileiro por oito anos. Hoje no Lyon, o lateral-direito foi atleta do United ao lado irmão gêmeo Fábio e faturou muitos títulos sob o comando de Alex Ferguson.

Em entrevista ao ESPN.com.br, o jogador formado no Fluminense explicou as razões pelas quais deixou Old Trafford e foi para a França, em 2015. Também recordou como foi o triunfo por 2 a 1 sobre a equipe comandada por Pep Guardiola no primeiro turno da competição continental em pleno Etihad Stadium, na Inglaterra.

"Festejei porque foi uma vitória muito importante no primeiro jogo da Champions. É sempre importante começar bem um torneio. É o City, fui jogador do United e comecei novo por lá. Eu me considero uma cria porque nasci no Manchester e devo quase tudo ao United e ao Fluminense também. Minha carreira profissional começou lá e foi muito gostoso vencer", disse.

O surpreendente resultado sobre os citizens fez o lateral de 28 anos ser bastante lembrado por seus ex-colegas de United.

"Eles me parabenizaram pela vitória. Nós temos um grupo no WhatsApp e eles mandaram mensagem. O Fletcher me mandou mensagem em nome dos jogadores que eu continuei amigo. É um cara que eu gosto muito e me ajudou na passagem na minha passagem por lá. Ficaram muito felizes por mim. Todos sabem que eu sou torcedor do Manchester United e vencer o Manchester City é sempre bom demais", afirmou.

Acostumado com a "freguesia" dos rivais nos tempos de United, o brasileiro acredita que o adversário está em outro patamar na Europa.

"O City é hoje outra equipe, eles contrataram muitos jogadores. O nível deles mudou e começaram a ganhar a Premier League, o que não é fácil. Eu sei bem como é difícil", analisou.

Na segunda posição do Grupo F, com seis pontos, o Lyon tem boas chances de garantir uma vaga nas oitavas de final. O time francês soma seis pontos - três a menos do que o líder City e três a mais do que o Hoffenheim, terceiro colocado.

"Acho que poderíamos estar muito melhores porque empatamos os dois últimos jogos. Mesmo no jogo aqui em casa contra o Shakhtar, no primeiro tempo a gente foi muito mal e no segundo melhoramos muito. Temos um jogo importante agora contra o City. Um empate será um resultado muito bom para a gente. Mas a gente conseguiu ir bem contra o City lá e vamos ver se a gente consegue repetir esse desempenho aqui", analisou.

Vida na França

Após oito anos como profissional no Manchester United, Rafael perdeu espaço com a chegada do treinador Louis Van Gaal, que não tem um bom histórico de relacionamento com jogadores brasileiros. Por isso, ele resolveu ir para o Lyon, no começo da temporada 2015/16.

"Eu acho que o que pesou para me mudar para cá foi que com o Van Gaal joguei pouco. Não ia para os jogos com ele por um determinado tempo. Era nítido que ele não iria me aproveitar. Às vezes treinava bem e fazia tudo bem, mas continuava sem ir para os jogos. Ele deixou claro que queria que eu fosse embora. Isso pesou muito. Depois, o Lyon é um grande clube, um dos maiores da França, e tem uma história com os brasileiros", afirmou.

Na França, o lateral, que fez três jogos pela seleção brasileira principal, precisou de algum tempo para engrenar.

"Eu sofri um pouquinho no começo porque a cultura francesa é diferente em relação à inglesa. Eu acho que o futebol também é diferente. Meus primeiros seis ou sete meses aqui não foram muito bons porque tive algumas lesões também. Depois disso foi muito bom, não tem o que falar. Eu joguei vários jogos e fui muito bem, então acho que me adaptei muito bem", relatou o jogador, que já fez 111 jogos pelo Lyon.

Com uma equipe promissora, que ocupa a vice-liderança do Campeonato Francês (atrás somente do poderoso PSG), o brasileiro aposta que vários de seus atuais colegas farão muito sucesso no futuro.

"Tem muita gente boa aqui no Lyon, o clube tem uma base muito forte e revela bastante. Tem o Houssem Aouar, o Tanguy N’Dombélé, que já foi para a seleção, e o Ferland Mendy. Além do Nabil Fhekir e do Memphis Depay, que são mais conhecidos. São todos muito jovens", finalizou.