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Richarlison não é 'queridinho' de Tite, mas precisou de apenas 36 minutos por jogo para se tornar novo 'fenômeno' da seleção

Não foi Neymar. Nem Gabriel Jesus. Nem mesmo Roberto Firmino, Douglas Costa ou Willian. O nome mais elogiado no ataque da seleção depois dos amistosos contra Uruguai e Camarões foi o de Richarlison.

Na tarde de terça-feira, o atacante saiu do banco quando Neymar sentiu lesão e resolveu a partida contra Camarões, marcando o único gol da partida.

Já não é mais novidade dizer que Richarlison foi quem mais aproveitou as chances que teve na seleção após a Copa do Mundo de 2018. Mas não diga que ele é o novo "queridinho" de Tite.

"É difícil individualizar e dizer que foi o que mais aproveitou. Mas aproveitou muito, sim. Bastante", disse o treinador após o 1 a 0 sobre Camarões.

"E não é nenhum queridinho, não tenho um queridinho. O termo é pejorativo. Sou um profissional que procura avaliar qualidades e virtudes. Queridinha é a minha filha, queridinho é o meu filho", completou Tite.

Richarlison já começa a ganhar força entre os nomes que devem estar na lista da seleção para a Copa América de 2019, que acontecerá no Brasil. Depois do Mundial da Rússia, ele participou dos seis amistosos do Brasil. Neste período, é o artilheiro ao lado de Neymar com três gols marcados (além do feito contra Camarões, marcou dois sobre El Salvador).

Mas o mais importante é levar em conta a quantidade de minutos que ele esteve em campo: 217. Ou seja, na média, ele atuou 36 minutos por partida com a camisa da seleção.

"São três grandes craques. O Arthur é um fenômeno, o Allan é um craque, o Richarlison é outro fenômeno que ver surgindo, ganhando cada vez mais espaço. A gente fica feliz por ter jogadores assim conosco, e espero que venham muito mais", comentou o próprio Neymar depois do jogo desta terça-feira.

E o grande momento do novo "fenômeno" não se limita à seleção brasileira.

Com a camisa do Everton, clube que o comprou do Watford em julho por 45 milhões de libras (R$ 216 mi na cotação atual), ele já vive sua melhor fase na Premier League. São 10 jogos e seis gols marcados em 2018-19, o bastante para deixá-lo atrás apenas de Sergio Aguero (8 gols), Pierre-Emerick Aubameyang e Eden Hazard (7 cada) na lista de artilheiros do campeonato.

Mais que isso, ele já superou o número de gols que fez em toda a temporada passada: 41 jogos e cinco gols com o Watford.

"A seleção me acolheu muito bem. Me senti como se estivesse jogando no Everton", comemorou Richarlison depois de marcar mais um com a camisa da seleção.

O time de Tite pode não ter um novo "queridinho", mas tem, com certeza, um novo "fenômeno".