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Boca x River: 5 episódios que mostram o tamanho da rivalidade dos finalistas da Libertadores

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Para Mauro, River x Boca será a maior final da história da Libertadores: 'Não há clássico maior nas Américas' (1:35)

Duelo argentino irá definir o título da edição de 2018 (1:35)

Para muitos, a edição de 2018 da Copa Libertadores terá a maior final da história da competição: Boca Juniors x River Plate. Mais do que uma inédita decisão entre argentinos, será o primeiro duelo neste estágio entre equipes da mesma cidade – Buenos Aires, no caso.

Mas não é só isso. Historicamente, os dois clubes protagonizam uma das maiores rivalidades do futebol mundial, repleta de conflitos e poucas finais entre ambos – foram apenas duas, a do Argentino de 1976, vencida pelo Boca, e a da Supercopa Argentina de 2017, que teve o River como vencedor.

O jogo de ida da decisão da Libertadores, na Bombonera, será neste sábado, às 18h (de Brasília). A volta, no Monumental de Nuñez, no dia 24 de novembro, também às 18h.

O ESPN.com.br listou cinco episódios que ajudam a entender o tamanho dessa rivalidade:

1) Jogo que não acabou

Depois de o River ter vencido em casa por 1 a 0 no jogo de ida, o duelo de volta durou apenas 45 minutos. A confusão começou quando o River voltava ao campo para o segundo tempo. Torcedores do Boca conseguiram acesso ao túnel de acesso e atiraram spray de pimenta no atletas. Vangioni, Funes Mori, Kranevitter e Ponzio estiveram entre os mais atingidos e passavam mal à beira do campo.

A partida ficou interrompida por quase duas horas, com os jogadores esperando no campo. Depois de longa espera e conversas entre o árbitro e os delegados da Conmebol, o duelo foi suspenso. Em meia a isso, um drone ironizando a queda do River à segunda divisão também pairou sobre o campo.

Posteriormente, a Conmebol determinou a eliminação do Boca na competição.

2) Amistosos nada amistosos

Este é um clássico tenso até em amistoso, e não se trata de força de expresão. Em janeiro de 2016, o River venceu o Boca por 1 a 0, com gol de pênalti de Pisculichi, mas o placar foi o que menos chamou atenção no jogo válido pelo Torneio de Verão. Tudo começou com uma discussão entee Tevez e Maidana, foi então que o zagueiro deu uma cabeçada no atacante, fazendo o tempo fechar de vez. Fim da história: a partida teve cinco expulsos, sendo três do Boca (Jonathan Silva, Peruzzi e Cata Díaz) e dois do River (Maidana e Pisculichi).

Na edição de 2017 do Torneio de Verão, nova vitória do River, dessa vez por 2 a 0, com gols de Driussi e de Arturo Mina, além de três expulsões. Pelo Boca, Insaurralde e Benedetto receberam o cartão vermelho, enquanto que, pelo River, Driussi foi para o chuveiro mais cedo.

3) Pancadaria no sub-14

As brigas não se limitam a jogos dos times profissionais. Em 2009, uma pancadaria marcou negativamente um duelo entre Boca x River... no sub-14. As imagens da confusão podem ser vistas AQUI

4) Casa incendiada

Fora dos gramados, também há episódios que evidenciam o alto teor de rivalidade entre os dois gigantes argentinos. Um exemplo se deu nesta semana, em meio à expectativa para a final da Libertadores.

De acordo com o Clarín, um homem chamado Arturo, proprietário de uma casa de madeira no bairro Cantera de Apóstoles, em Buenos Aires, estava conversando com Oscar, seu ex-cunhado e os dois foram para a casa de um amigo quando começaram a discussão sobre a final da Libertadores.

Porém, a conversa ganhou proporções grandes, que Oscar decidiu ir até a casa do ex-cunhado pegar seus pertences. Algum tempo depois, quando Arturo retornou ao local, descobriu que sua casa havia sido destruída pelo fogo.

"O dono da casa, Arturo, de 29 anos, detalhou em uma delegacia que neste domingo, por volta das 3 horas da tarde, estava junto a seu ex-cunhado Oscas na casa de um amigo, onde, em determinado momento, se iniciou uma acalorada discussão por questões de futebol, mais precisamente por causa do histórico confronto entre Boca e River pela final da Libertadores", publicou o jornal.

5) Torcida única

Talvez nenhum clássico sul-americano tenha tamanho peso a ponto de que ocorra sem torcida visitante. O fato em si chama atenção, até por ser algo incomum quanto ao histórico das finais de Libertadores, que normalmente tem público dos dois times.

Além disso, a decisão contrariou ninguém menos do que presidente da Argentina, Mauricio Macri. Na sexta passada, o político havia dito que as finais teriam público visitante. "Já teve uma reunião de trabalho. Eles estão organizando com quais diretrizes, mas será assim. Falei com o chefe de governo da cidade de Buenos Aires. Isso é algo excepcional. Vamos experimentar", afirmou à rádio argentina La Red.

No entanto, nesta segunda-feira o presidente da Associação do Futebol Argentino, Claudio Tapia, confirmou em comunicado à imprensa que as duas partidas teriam apenas torcedores do time mandante. A decisão se deu após reunião com o presidente do Boca Juniors, Daniel Angelici, e do River Plate, Rodolfo D’Onofrio.