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Andrés questiona VAR, promete reforços e faz mea-culpa no Corinthians: 'Eu só vendi o Rodriguinho'

A primeira coisa que Andrés Sanchez, presidente do Corinthians, fez ao aparecer para ser entrevistado pelos jornalistas foi agradecer aos torcedores pelo apoio na noite de quarta-feira, mesmo com o time derrotado pelo Cruzeiro por 2 a 1 e vice-campeão da Copa do Brasil. Depois pediu desculpas, falou sobre o VAR (sigla para árbitro de vídeo), prometeu reforços e se defendeu das "acusações" de desmanchar o time.

Tudo isso ao lado de Jair Ventura, que completou dez jogos à frente do Corinthians e depois também se explicou.

Sobre o VAR, Andrés não colocou o vice-campeonato na conta da arbitragem - que deu ao Corinthians um pênalti que não houve e anulou um gol legítimo do corintiano Pedrinho por uma falta que não aconteceu -, mas questionou o recurso.

"O Corinthians votou contra o VAR? Não, o Corinthians votou contra o sistema que a CBF queria para o VAR no Brasil. Os lances desta noite... tem gente que diz que foi, outros dizem que não foi. Gastar milhões em um recurso para avaliar lance interpretativo? VAR é para uma jogada específica. Foi, não foi! Se os dois lances desta noite foram interpretativos, não precisa ter VAR", disse Andrés.

Ao falar do elenco, o presidente acabou respondendo sobre o risco de rebaixamento no Campeonato Brasileiro (a equipe tem 35 pontos, na 11ª colocação), a necessidade de reforços e fez até um mea-culpa.

"Lógico que a zona de rebaixamento nos preocupa. Temos três ou quatro pontos acima da zona de queda. Mas teremos mais seis ou sete finais no Brasileiro e vamos batalhar para vencer", disse Andrés.

"O corintiano pode ter certeza que já vamos pensar no time de 2019. Vamos atrás de boas contratações, bons jogadores, mas sem loucuras. O Corinthians não tem problemas financeiros para contratar. Só que não vamos fazer loucuras, pagando R$ 15 milhões para trazer um jogador. Quem fizer isso vai ter problema no futuro. Nem dá para pagar R$ 600 mil para jogador por mês. Eu até posso assinar o cheque e pagar, mas amanhã o clube vai passar por dificuldades por causa disso e aí?".

Questionado então se tinha responsabilidade pelo vice e especialmente pela campanha ruim no Brasileiro, Andrés assumiu e desabafou.

"Com certeza, eu assumo totalmente a culpa. Mas eu só vendi o Rodriguinho. O Balbuena tudo mundo sabe que não quis renovar e se ficasse sairia de graça depois. Sidcley recebeu proposta de 4 milhões de euros da Rússia, não era nosso e não tinha como a gente comprar. O Maycon já vinha negociando sua saída desde o ano passado e estava apalavrado. Isso vai acontecer todo ano. (Com) O dólar a quatro reais, não dá pra segurar jogador. Não tem condições. Não é o Corinthians que vende. Jogador quer sair".

Por fim, Andrés exaltou o trabalho do campeão da Copa do Brasil, o Cruzeiro de Mano Menezes.

"O Cruzeiro tem quatro ou cinco jogadores de seleção? Tem. Mas tem um time que está junto trabalhando há dois ou três ano. Vocês acham que isso não faz diferença? Faz muita diferença", concluiu o presidente corintiano.