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Milan: Aventura chinesa resultou em prejuízo de mais de R$ 550 milhões ao clube

A desastrosa aventura chinesa do Milan rendeu um enorme prejuízo a um dos mais importantes clubes da Europa.

Segundo o jornal Gazzetta dello Sport, o fundo norte-americano Elliott Advisors, que é dono do time desde 22 de julho, apresentou o único balanço financeiro da gestão Yonghong Li, o empresário chinês que foi proprietário da equipe por alguns meses e levou a agremiação ao fundo do poço.

No documento, que ainda deve ser aprovado na Assembleia dos Sócios, convocada para 25 de outubro, foi registrado um prejuízo de 126 milhões de euros (R$ 551 milhões), referente ao período de 1º de julho de 2017 a 30 de junho de 2018.

"O resultado é muito pior do que o que era esperado. A previsão inicial era de prejuízo de 70 milhões de euros (R$ 306 milhões)", destacou o diário.

De acordo com o balanço, o prejuízo foi 53 milhões de euros (R$ 231,73 milhões) maior do que o da temporada 2016/17.

Outros dados importantes foram o crescimento da receita de 212 para 255 milhões de euros (R$ 1,115 bilhão), mas acompanhado de gigantesco aumento de custos em 22,7%, subindo para a faixa de 354 milhões de euros (R$ 1,548 bilhão).

A principal causa do enorme desastre foi o dinheiro gasto em contratações, como os 42 milhões de euros no zagueiro Leonardo Bonucci e os 38 milhões de euros no atacante André Silva, que já nem estão mais no Milan, devido aos problemas com fair play financeiro.

Yonghong Li passou apenas 16 meses no comando do Milan, após comprar o clube de Silvio Berlusconi, que comandou os rubro-negros por 31 anos).

Com sua saída, o Elliott Advisors acabou tornando-se dono de 99,93% das ações da equipe, já que o empresário chinês havia feito um empréstimo de 32 milhões de euros (R$ 140 milhões) com o próprio fundo para comprar o time italiano.