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Fluminense: Paulo Ricardo diz que ganhou confiança com estreia e sonha com Fla-Flu

Desde agosto no Fluminense, Paulo Ricardo estreou depois de entrar no segundo tempo durante a goleada da equipe das Laranjeiras por 4 a 0 sobre o Paraná, na última rodada do Campeonato Brasileiro.

O defensor de 24 anos poderá estar em campo em seu primeiro clássico com a camisa tricolor contra o Flamengo, que acontecerá no Maracanã, neste sábado.

"Acho que os clássicos são os melhores jogos para se jogar, tudo pode acontecer. Vamos entrar com tudo para ganhar e sabemos da boa equipe que o Flamengo tem. Nós estamos confiantes, viemos de bons resultados e vamos tentar passar isso para dentro de campo", disse, ao ESPN.com.br.

O zagueiro, que também já atuou como volante no Brasil, passou pela base do Figueirense e foi revelado no Santos antes de ir para o Sion, da Suíça. Após duas temporadas na Europa, ele resolveu voltar ao Brasil.

"Eu achava que que já era hora de algo novo. Nisso, apareceu o Fluminense, que tinha vendido alguns zagueiros. Meu nome foi falado e acharam interessante. Quando soube do Fluminense na mesma hora queria vir por causa da camisa, da torcida e pela história. Não tive dúvidas", garantiu.

Paulo Ricardo tem contrato com o time das Larajeiras até o final de 2019.

Veja a entrevista de Paulo Ricardo na íntegra:

ESPN - Como começou no futebol? Onde passou na base?
Paulo Ricardo -
Sempre quis ser jogador futebol desde muito pequeno, era meu sonho. Aos 13 fui para uma escolinha em Laguna e depois no Ilhota, que tinha um projeto de um pessoal italiano. Passei pelo Brusque até que fui aprovado na base do Figueirense. Fui muito feliz por lá e tenho um carinho muito grande pelo clube. Aos 18 anos, surgiu a chance de ir para o Santos, um time gigantesco e com na história linda. Fui duas vezes campeão da Copa São Paulo (2013 e 2014) e fui para o profissional.

ESPN - Por que jogou tão pouco tempo no Santos?
Paulo Ricardo -
Na verdade eu tive boas chances em 2015 no Santos e joguei tanto como volante como zagueiro. Em 2016, teria mais chances se não fosse minha lesão na lombar que eu tive logo no início da temporada. Isso me atrapalhou bastante porque demorei para voltar a treinar. Depois de cinco meses eu voltei, já não tinha tanto espaço. O time estava bem encaixado e todos estavam em alto nível. Vi que ia ser difícil encontrar um espaço e surgiu o Sion.

ESPN - Como surgiu o Sion na tua vida?
Paulo Ricardo -
Eu achei uma boa opção para sair para tentar jogar e evoluir. Não me arrependo de nada, foi uma experiência muito boa. Pude aprender bastante e jogar. Hoje, acho que que era a hora de voltar para cá Tentar algo novo aqui no Brasil Espero que corra tudo bem aqui no Fluminense estou gostando bastante do Google eu tenho certeza que vai dar tudo certo.

ESPN - Quais as maiores dificuldades que enfrentou para se adaptar à Suíça?
Paulo Ricardo -
Acho que no começo a língua era difícil. Em Sion eles falam francês, mas em seis meses eu já estava bem adaptado e entendendo bem o idioma e falando também. O futebol é mais intenso só que não é tão técnico como no Brasil e nas outras ligas europeias. Demorei um pouco para pegar, mas depois foi muito rápido. O clima também era diferente. Às vezes a gente treinava com 12 graus negativos.

ESPN - Qual a história mais diferente que você viveu?
Paulo Ricardo -
Uma vez não estávamos muito bem no campeonato e o nosso presidente pediu para a gente subir uma montanha perto ali da nossa região. Nós andamos mais de 600m a pé e foi muito diferente, mas foi legal. Fomos todos juntos e foi bem cansativo e uniu o grupo.

ESPN - Quais as melhores lembranças da Europa? Quais as histórias mais diferentes que viveu?
Paulo Ricardo -
Trago lembranças muito boas da Suíça. A segurança que tínhamos lá e a organização do país são muito interessantes. Fiz muitos amigos no Sion e aprendi um idioma diferente. Penso em não perder isso, são coisas que servem de aprendizado.

ESPN - Por que voltou ao Brasil para jogar pelo Flu?
Paulo Ricardo -
Já estava há dois anos no Sion e achava que que já era hora de algo novo. Nisso, apareceu o Fluminense, que tinha vendido alguns zagueiros. Meu nome foi falado e acharam interessante. Quando soube do Fluminense na mesma hora queria vir por causa da camisa, da torcida e pela história. Não tive dúvidas.

ESPN - Como foi a estreia e como você se sente agora?
Paulo Ricardo -
Pude fazer uma estreia muito boa ao meu ver. Meus colegas me elogiara e a torcida gostou. Recebi total confiança do grupo de jogadores, que me trataram muito bem desde que eu cheguei. O [técnico] Marcelo Oliveira também passou confiança total para jogar Foi só colocar o meu trabalho em prática, tudo que eu vinha fazendo nos treinamentos. Espero continuar a fazer isso, ter mais chances e buscar meu espaço.

ESPN - Como será enfrentar o Flamengo no clássico?
Paulo Ricardo -
Acho que os clássicos são os melhores jogos para se jogar, tudo pode acontecer. Vamos entrar com tudo para ganhar e sabemos da boa equipe que o Flamengo tem. Nós estamos confiantes, viemos de bons resultados e vamos tentar passar isso para dentro de campo.

ESPN - Como avalia o momento do Fluminense? Vocês estão passando por um momento bastante conturbado no clube...
Paulo Ricardo -
Estamos nas quartas de final da Sul-Americana e crescendo no Campeonato Brasileiro. Como todos podem ver, nada que venha de fora nos interfere dentro de campo. A gente vai continuar fazendo isso, qualquer situação que aconteça no Fluminense vai ser resolvida. Nosso pensamento é ganhar os jogos e chegar o mais longe possível no Campeonato Brasileiro e buscar o título da Sul-Americana.

ESPN - Como é ser xará do cantor Paulo Ricardo, que é um torcedor ilustre do Flu? Como foi o encontro de vocês?
Paulo Ricardo -
Ser xará do Paulo Ricardo é bem legal, ele é um torcedor fanático do Fluminense. É uma pessoa espetacular e pude conversar sobre vários assuntos quando nos encontramos. Vai estar na torcida pela gente no clássico.

ESPN - O seu nome é por causa dele?
Paulo Ricardo -
Não. O nome é uma coincidência, foi simplesmente uma escolha dos meus pais e não tem ligação com o cantor. Mesmo assim, eu fico feliz por essa coincidência e ainda mais feliz aí que ele seja torcedor do Fluminense.