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Cristiano Ronaldo fez acordo em acusação de estupro, mas não há confissão de culpa, diz advogado do craque

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Advogado da acusação contra Cristiano Ronaldo explica por que suposta vítima não denunciou antes (0:57)

'Tinha um sentimento de que uma pessoa rica e famosa teria mais crédito', disse Leslie Mark Stovall (0:57)

O advogado que vai defender Cristiano Ronaldo, o norte-americano Peter S. Christiansen, se manifestou, nesta quarta-feira (10), à acusação de violação que recai sobre o craque português por parte de Kathryn Mayorga. Em 2009, num hotel em Las Vegas, o craque se envolveu com Mayorga, mas segundo o astro da Juventus, todo o ocorrido foi consensual.

Em 2010, os dois teriam chegado a um acordo extrajudicial, envolvendo um pagamento de aproximadamente um milhão e meio de reais, por concordar em nunca ir a público com as alegações.

Christiansen, em comunicado, comentou que Ronaldo não nega ter feito o acordo, mas que razões estão distorcidas.

O advogado explica, também, que os documentos que estão sendo divulgados nos meios de comunicação "são puras invenções" e têm "partes significativas" que "foram alteradas e/ou completamente fabricadas".

Abaixo, leia o comunicado do advogado:

"Fui contratado para representar Cristiano Ronaldo na sequência de uma recente ação cível baseada em eventos supostamente ocorridos em 2009, e que culminaram com a celebração de um acordo, mediante o qual as partes renunciaram a quaisquer outros direitos. Atento o incumprimento desse acordo pela outra parte, bem como as acusações inflamadas que se foram sucedendo nos dias seguintes, Cristiano Ronaldo vê-se forçado a quebrar o silêncio, sendo certo que o dito acordo lhe autoriza uma ‘reação proporcional’ em caso de violação pela contraparte.

Para que não subsistam dúvidas: Cristiano Ronaldo nega veementemente todas as acusações constantes da referida ação cível, em coerência com o que tem feito nos últimos 9 anos.

Os documentos que supostamente contêm declarações do Sr. Ronaldo e foram reproduzidos nos media são puras invenções.

Em 2015, dezenas de entidades (incluindo sociedades de advogados) em diferentes partes da Europa, foram atacadas e os seus dados eletrônicos roubados por um criminoso cibernético.

Esse hacker tentou vender tal informação, e um meio de comunicação acabou irresponsavelmente por publicar alguns dos documentos roubados. Com isso, partes significativas dos quais foram alteradas e/ou completamente fabricadas. Uma vez mais, para que não haja dúvidas, a posição de Cristiano Ronaldo sempre foi, e continua a ser, a de que o que aconteceu em 2009 em Las Vegas foi completamente consensual.

Cristiano Ronaldo não nega que aceitou celebrar um acordo, mas as razões que o levaram a fazê-lo estão, no mínimo, a ser distorcidas. Esse acordo não representa de modo algum uma confissão de culpa. O que aconteceu foi simplesmente que Cristiano Ronaldo se limitou a seguir o conselho dos seus assessores, no sentido de pôr termo às acusações ultrajantes feitas contra ele, a fim, justamente, de evitar então tentativas, como aquelas a que estamos a assistir agora, de destruição de uma reputação construída graças a um trabalho intenso, capacidade atlética e correção de comportamento. Infelizmente, vê-se agora envolvido no tipo de litigiosidade que é muito comum nos Estados Unidos.

Embora Cristiano Ronaldo esteja acostumado a ser objeto da atenção da mídia, inerente à circunstância de ser uma pessoa famosa, é absolutamente deplorável que meios de comunicação continuem a propagar e a estimular uma campanha intencional de difamação baseada em documentos digitais roubados e facilmente manipuláveis.

Cristiano Ronaldo mandou seus advogados para os Estados Unidos e Europa para se ocuparem de todos os aspectos legais, e manifesta plena confiança em que a verdade prevalecerá, não obstante o corrupio de contrainformação, e em que as leis de Nevada serão aplicadas e respeitadas”.