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Seleção jogou pela última vez no Brasil há um ano. Você sente saudade?

Pois bem, nesta quarta-feira, 10 de outubro de 2018, completa-se um ano daquela vitória sobre o Chile por 3 a 0 no Allianz Parque válido pela última rodada das eliminatórias sul-americanas para a Copa do Mundo.

Desde então, a equipe de Tite já participou de 13 jogos (cinco deles no Mundial da Rússia, oito amistosos) e tem mais três partidas confirmadas fora do Brasil (Arábia Saudita e Argentina em outubro no Oriente Médio, Uruguai em Londres no mês que vem).

Com outro amistoso ainda a ser confirmado para novembro, a seleção só voltará a atuar por aqui em 2019 – ao menos obrigatoriamente a partir de junho, com a Copa América no país.

Esta é a maior sequência sem jogos “em casa” do Brasil em oito anos, quando ficou 20 meses atuando apenas no exterior - inclusive passando 2010 inteiro sem passar por terra brasilis.

Já não é de hoje que a seleção brasileira assumiu como sua nova “casa” qualquer lugar longe do país. A Pitch International, que negocia as partidas dos pentacampeões desde 2013, já levou a equipe para América do Norte, Ásia, Europa, Oceania e África.

O Brasil atua em suas cidades nas eliminatórias para a Copa – e agora com a Liga das Nações na Europa cada vez menos seleções do Velho Continente estão disponíveis para amistosos.

Por que, então, o duelo contra o Uruguai será em Londres e não na América do Sul?

Tais medidas distanciam ainda mais o torcedor brasileiro de sua seleção. Na preparação para a Copa do Mundo de 2018, por exemplo, chegou a ser planejado um amistoso ainda na primeira semana de treinamentos, antes da viagem para Londres, mas a ideia não avançou.

Na única atividade “aberta” ao público em Teresópolis, o número de torcedores foi restrito, e centenas de pessoas ficaram esmagadas nas grades que dão acesso à Granja Comary sem conseguir entrar.

Na Rússia, apenas um treino teve a presença de público – o último em Sochi antes da estreia na Copa contra a Suíça.

Com cada vez menos jogadores representando os clubes locais na lista de Tite, a falta de identificação vem tomando forma há anos. Para mudar, porém, a CBF lava as mãos.

A pergunta que surge com isso é: a torcida no Brasil sente falta de ver a seleção de perto?