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Jackson Martínez foi um dos mais caros do mundo; hoje, recomeça no pequeno Portimonense, de Portugal

Você se lembra do Jackson Martínez, aquele atacante que fazia gols a rodo (para ser exato, 92 em 136 partidas) pelo Porto há alguns anos? Está sumido, não é mesmo?

Pois nesta semana ele voltou aos holofotes ao acertar com o nanico Portimonense, lanterna do Campeonato Português, com apenas um ponto conquistado em quatro partidas.

Mas o que levou um dos atacantes mais letais do planeta do estrelato ao "fundo do poço" em um espaço de apenas três anos? Difícil apontar o motivo exato, mas o fato é que sua fonte de gols secou...

Revelado pelo Independiente Medellín-COL, Jackson arrebentou em 2009, sendo comprado pelo Jaguares-MEX, da rica liga mexicana, por 2,8 milhões de euros (R$ 13,77 milhões, na cotação atual).

Apenas dois anos (e uma baciada de gols) depois, foi vendido ao Porto, uma das equipes que melhor explora os talentos emergentes da América do Sul, por meros 9 milhões de euros (R$ 44,26 milhões).

Pelos "Dragões", o matador simplesmente arrebentou. Foram 31 gols em 43 jogos na temporada 2012/13, 29 em 51 partidas em 2013/14 e 32 em 42 duelos em 2014/15. Além disso, ele foi decisivo na conquista do Português 2012/13 e nas Supercopas de Portugal 2012 e 2013.

Não á toa, em julho de 2015 o Atlético de Madri-ESP veio "babando" para contratá-lo, e acabou levando o grandalhão por 37,1 milhões de euros (R$ 153 milhões).

Sua passagem por La Liga, porém, foi um fracasso retumbante. Sem jamais se firmar como titular, fez míseros três gols em 22 jogos.

Vendo que estava com uma "bomba" na mão, o Atleti colocou Martínez no mercado, e, para sua sorte, logo o Guanghzou Evergrande-CHN, time mais rico do futebol chinês, veio com uma proposta de 42 milhões de euros (R$ 206,57 milhões).

A venda foi fechada na hora.

A transferência transformou Jackson em um dos jogadores mais caros da história. E a esperança era de que, na fraca liga do país asiático, ele pudesse recuperar seu futebol goleador dos tempos de Porto.

Contudo, o fracasso prosseguiu. Pelo Guangzhou, foram 4 golzinhos em 15 partidas. Para piorar, sofreu uma grave lesão no tornozelo durante jogo da seleção colombiana e teve que passar por uma série de cirurgias, ficando sem jogar uma partida sequer em 2017.

Nesta temporada, após ser declarado apto a atuar novamente, foi encostado no time reserva do Evegrande. Foi quando, no final de agosto, chegou a proposta do pequeno Portimonense.

Vislumbrando uma chance de voltar ao país onde foi feliz pela última vez, o atacante pediu para ser negociado, e o clube chinês acertou seu empréstimo para o lanterna do Campeonato Português.

Ele foi apresentado na última quarta-feira pela inexpressiva agremiação, que sequer possui um site oficial, e se colocou à disposição para jogar. No entanto, mostrou humildade e não se garantiu como titular, dizendo apenas que quer voltar a "se sentir um jogador".

"O que mais quero é jogar. Meu objetivo é voltar a me sentir um jogador de futebol. No futuro, não sabemos o que irá acontecer. Isso é o treinador que decide", discursou.

No novo clube, o ex-astro não terá atletas de seleção como colegas de equipe e terá que se acostumar ao acanhado Estádio Municipal de Portimão, que comporta apenas 9.544 torcedores - algo ínfimo perto do Estádio do Dragão ou do Vicente Calderón, suas antigas casas.

A primeira chance de Jackson Martínez mostrar seu futebol será neste domingo, às 16h30 (de Brasília), quando seu time recebe o Vitória de Guimarães, pela 5ª rodada da liga nacional.

"Tenho fé que tudo vai dar certo aqui", finalizou o colombiano.