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Com o dedo de irmão de Guardiola: como jogo do Barcelona nos EUA virou caso de política e causa confusão na Espanha

O confronto entre Barcelona e Girona pelo Campeonato Espanhol, marcado para o dia 26 de janeiro, pode acontecer nos Estados Unidos, e esta decisão de LaLiga está causando muita polêmica, e a discussão também virou política.

O confronto entre times da Catalunha sendo realizado fora do país é visto como uma ótima oportunidade para que torcedores engajados façam uso político da situação, aproveitando para fazerem protestos pedindo a independência, ou a liberdade para políticos presos, como aconteceu no confronto deste ano. Javier Tebas, presidente de LaLiga, nega que isso ocorra.

“Não acreditamos em um incêndio onde não há. LaLiga, Estados Unidos, a polícia americana, o Barça e o GIrona querem uma festa do futebol. Não queremos política nessa partida, vamos trabalhar com a marca da Espanha”, afirmou ao jornal El Confidencial.

A definição do jogo se deu por questão de afinidade. O relacionamento de Tebas com Florentino Pérez não é dos melhores, e por mais que exista problemas com Josep Maria Bartomeu, as portas do Barcelona estão mais abertas para o dirigente.

Já o Girona veio pelo relacionamento de Tebas com Pere Guardiola, irmão do treinador do Manchester City, que detém 50% da equipe e possui relação estreita com LaLiga e também com Jaume Roures, administrador da Mediapro, empresa que detém os direitos de transmissão do campeonato.

Outra situação que complica a história é que o confronto teria o Girona como mandante e é bastante óbvio que a torcida nos Estados Unidos estaria do lado do Barcelona. Assim, a diretoria do clube teria que aceitar jogar uma partida com torcida contrária, e o bom relacionamento entre os dirigentes facilitaria a situação.

Já o motivo para que o pequeno seja o mandante é menos nobre. O plano é que LaLiga ofereça uma viagem expressa para parte dos sócios do clube, oferecendo as passagens e hospedagem, abrindo ainda a oportunidade de ter um lugar no Camp Nou para o outro jogo, caso não queiram ir até os Estados Unidos. Como o Barça conta com 143 mil sócios, a opção pelo clube menor é óbvia.