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TOP 10: Jogos com erros crassos de arbitragem em que o VAR teria feito muita diferença no Brasil

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Nesta quarta, começam as semifinais da Copa do Brasil. No Allianz Parque, o Palmeiras recebe o Cruzeiro. No Maracanã, o Flamengo encara o Corinthians. E, com os jogos decisivos na competição nacional, volta à cena também o VAR.

Vedete na Copa do Mundo disputada neste ano, na Rússia, o árbitro-assistente de vídeo é uma das maiores novidades do futebol em todos os tempos. E gera muito barulho não apenas quando atua, mas também quando se imagina a diferença que teria feito no passado, caso tivesse sido adotado há mais tempo, caso a tecnologia e a vontade dos dirigentes já permitissem isso.

A ESPN listou aqui dez jogos com graves erros de arbitragem que teriam muita chance de não acontecer, se a tecnologia estivesse em uso. Veja a lista:

CORINTHIANS 1 X 0 PALMEIRAS - 1ª FASE DO PAULISTA DE 2017

O juiz Tiago Duarte Peixoto foi o grande nome da partida disputada na Arena Corinthians no ano passado.

Nos acréscimos do 1º tempo, o atacante Keno, do Palmeiras, partiu em velocidade. Um pouco depois do meio-campo, ele sofre falta dupla. Por trás, volante Maycon puxa sua camisa. Pela frente, o zagueiro Pablo dá um carrinho perigoso. Seria um lance clássico para cartão amarelo, para qualquer um dos dois. Mas Gabriel, que já tinha amarelo e chega perto da confusão após a jogada, levou o segundo e acabou expulso.

Tiago chegou a consultar o quarto árbitro, que nitidamente o avisa que Gabriel não participou do lance. Em vão. O árbitro seguiu com sua convicção, em muito influenciada pelos palmeirenses, que pedem o cartão para Gabriel, pensando em ficar com um a mais.

SANTOS 2 X 3 SANTO ANDRÉ – 2º JOGO DA FINAL DO PAULISTA DE 2010

Mesmo com a derrota, o Santos de Neymar e Ganso venceu o Paulista no Pacaembu. Um lance porém, é muito reclamado até hoje pelos andreenses e poderia ter mudado o título de mãos.

Aos 17 minutos da etapa inicial, Branquinho recebeu pela esquerda, em posição legal, e cruzou na cabeça de Rodriguinho, que mandou para o gol. A auxiliar Maria Elisa Correia Barbosa viu impedimento no passe para Branquinho, que estava um metro atrás do último defensor santista, e o árbitro Salvio Spínola anulou o gol. Caso tivesse vencido por 4 a 2, o Santo André teria sido o campeão.

SÃO PAULO 2 X 1 PALMEIRAS – 1º JOGO DA SEMIFINAL DO PAULISTA DE 2008

O primeiro gol anotado pelo São Paulo no Morumbi contra o Palmeiras nesta partida foi irregular. Aos 11 minutos de jogo, Jorge Wagner cobrou falta pelo lado esquerdo do ataque. O atacante Adriano Imperador deu um peixinho com os braços esticados dentro da área e a bola bateu em sua mão direita antes de estufar as redes do goleiro Marcos.

Na partida de volta, o Palmeiras venceu o São Paulo por 2 a 0 com gols de Léo Lima e Valdívia e se garantiu na decisão do Estadual, em jogo que ficou marcado pela polêmica do spray de pimenta no vestiário são-paulino.

BOTAFOGO 2 x 1 ATLÉTICO-MG – 2º JOGO DAS QUARTAS DE FINAL DA COPA DO BRASIL DE 2007

Após empate em 0 a 0 na ida, no Mineirão, o Botafogo vencia o Atlético-MG no Maracanã por 2 a 1. Aos 46 minutos do segundo tempo, Coelho cruzou para a área, o goleiro Júlio César espalmou para frente. A bola sobrou dentro da área para Tchô, que driblou Alex Bruno e foi derrubado pelo zagueiro dentro da área.

O árbitro Carlos Eugênio Simon não marcou a penalidade clara. Pouco depois, o jogo terminou e os cariocas se classificaram para as semifinais. Caso o duelo terminasse empatado em 2 a 2, seria o time mineiro quem passaria de fase.

CORINTHIANS 1 X 1 INTERNACIONAL - 40ª RODADA DO CAMPEONATO BRASILEIRO DE 2005

No segundo tempo da partida, o árbitro catarinense Marcio Rezende de Freitas, em seu jogo de despedida como juiz FIFA, deixou de marcar um pênalti para o time gaúcho e ainda expulsou o colorado Tinga, entendendo que o meio-campista simulou falta dentro da área - ele já tinha um amarelo.

A jogada, no vídeo, é clara. O goleiro Fábio Costa "levanta" Tinga com um carrinho violento. Tinga não fica em pé porque não consegue. A sala de VAR certamente o chamaria para rever a jogado no monitor.

Com o resultado, o Corinthians chegou a 78 pontos, contra 75 do Internacional. A duas rodadas do fim do campeonato, à época disputado por 22 clubes, os paulistas precisavam de mais quatro pontos para garantir a taça sem depender do desempenho do rival colorado. E assim foi.

BOCA JUNIORS 2 X 2 PALMEIRAS - 1ª SEMIFINAL DA LIBERTADORES DE 2001

Na partida de ida da semifinal de 2001, o juiz paraguaio Ubaldo Aquino, que a partir deste dia ficou conhecido no Brasil como "Roubaldo" Aquino, teve uma atuação contestadíssima, com direito à marcação de um pênalti que não existiu para o Boca (convertido por Guillermo Schelotto, atual técnico do time), e a ignorar outro, este em favor do Palmeiras, após um choque entre o goleiro Córdoba e o volante Fernando.

Mesmo tendo sido tocado pelo goleiro, o palmeirense foi advertido com o cartão amarelo, por "cavar a falta", e ainda acabou expulso, por discutir com Barihjo, minutos depois. O Verdão foi eliminado nos pênaltis após outro 2 a 2 no Palestra Itália, mas Ubaldo Aquino é o personagem mais marcante para quem viveu aqueles duelos.

CORINTHIANS 2 x 2 PORTUGUESA – 2º JOGO DA SEMIFINAL DO PAULISTA DE 1998

A Federação Paulista trouxe o árbitro argentino Javier Castrilli para comandar a semifinal do Estadual entre Portuguesa e Corinthians. Sua atuação, porém, foi bastante contestada pelos torcedores lusitanos.

Ele marcou uma penalidade polêmica de Evair em cima do zagueiro Cris, que gerou o empate corintiano. Mas o lance que ficou marcado para a história ocorreu aos 44 minutos do segundo tempo.

A Portuguesa vencia por 2 a 1 e estava se garantindo na final. Marcelinho Carioca cruzou da esquerda e César interceptou a bola com o peito. O árbitro argentino, porém, viu toque de mão do zagueiro e marcou a penalidade. Rincón converteu a cobrança e classificou o Corinthians para a decisão contra o São Paulo.

Ao final do jogo, os jogadores da Portuguesa ficaram revoltados e alguns deles deixaram o campo chorando.

BOTAFOGO 1 x 1 SANTOS – 2º JOGO DA FINAL DO BRASILEIRO DE 1995

Com a derrota para o Botafogo no Rio de Janeiro, o Santos precisava de uma vitória em casa para ser campeão. O que se viu no Pacaembu foi uma das arbitragens mais desastrosas da história de uma final de Campeonato Brasileiro. O trio comandado por Márcio Rezende de Freitas conseguiu errar em três lances decisivos de gols.

Aos 24 minutos do primeiro tempo, Túlio Maravilha abriu o placar para os cariocas em posição de impedimento. No gol de empate santista, Marquinhos Capixaba dominou a bola com a mão, que sobrou para Marcelo Passos mandar para o fundo das redes. O lance foi validado.

O gol que daria o título para a equipe da Vila Belmiro, anotado por Camanducaia, foi anulado por impedimento. O atacante, porém, estava mais de meio metro atrás do botafoguense Leandro Ávila na cobrança de Marcelo Passos.

CEARÁ 1 X 0 GRÊMIO - 2ª FINAL DA COPA DO BRASIL DE 1994

No 2° tempo da partida, no Estádio Olímpico, o atacante Sérgio Alves, do Ceará, leva um empurrão do zagueiro Paulão, na área. Um pênalti que, pela TV, ficou claro e que não foi anotado pelo árbitro Oscar Roberto Godói.

No lance, Sergio Alves, que já tinha amarelo, peita o juiz e leva cartão amarelo. Por seguir reclamando, acaba expulso. Minutos depois, Godói expulsa também o zagueiro Vitor Hugo. E, com gol de Nildo, ex-Ceará, o clube gaúcho, comandado por Felipão, vence por 1 a 0 e levanta o troféu.

Em especial pela câmera de trás do gol, é visível que Paulão jamais mira a bola e agarra as pernas de Sérgio Alves, derrubando-o.

PALMEIRAS 4 X 0 CORINTHIANS - 2º JOGO DA FINAL DO PAULISTA DE 1993

O jogo teve diversas polêmicas, com três expulsões - o goleiro Ronaldo, o zagueiro Henrique e o volante Ezequiel, do Corinthians, e o zagueiro Tonhão, do Palmeiras. Se houvesse o VAR, ao menos uma das expulsões acima não sairia. E uma outra, provavelmente, teria acontecido.

No 1º tempo, o goleiro Ronaldo saiu da área e fez falta em Edmundo, que ia em direção ao gol, e foi expulso. O zagueiro Tonhão vem correndo mas não encosta no goleiro, que se joga. Enganado pela encenação do corintiano, o juiz José Aparecido de Oliveira expulsa Tonhão.

Num outro lance, no primeiro tempo, porém, Edmundo deixou de ser expulso mesmo dando uma voadora no corintiano Paulo Sérgio. Oscar Roberto Godói, árbitro que trabalhou como bandeira naquele jogo, esteve na frente da jogada e, contrariado por não ter sido escalado como juiz na Final, fez que não com a cabeça para o juiz, que mandou o jogo seguir (Godói confessaria, no futuro, que viu o lance, mas não o sinalizou, propositalmente).