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Médico do Corinthians nega má-fé em caso Fagner: 'Tenho 40 anos de futebol'

Duas semanas após ter diagnosticada uma lesão na coxa esquerda, que o fez ser cortado da seleção brasileira, Fagner voltou aos campos e pode jogar na próxima quarta, no duelo contra o Flamengo, pela semfinal da Copa do Brasil.

Joaquim Grava, chefe do departamento médico do Corinthians, atacou as insinuações de que houve má-fé da equipe alvinegra ou ajuda da CBF no episódio com o lateral-direito.

"O que me surpreende é essa polêmica dizendo que não teve nada. Ninguém vai fazer isso, tenho 40 anos de futebol. Hoje, você tem vários exames que comprovam isso. E outra, o Fagner ficou três jogos de fora. Ninguém teria o pensamento de deixá-lo de fora da seleção para daqui 12 dias jogar contra o Flamengo. Isso não existe", disse o médico, ao Bate Bola Debate, da ESPN Brasil.

A lesão de Fagner foi sentida no final do último mês de agosto, em vitória do Corinthians sobre o Colo-Colo, na Arena, que acabou em eliminação alvinegra da Copa Libertadores. A inclusão dele na viagem para o Rio de Janeiro ainda dependerá de sua reação aos trabalhos no gramado.

"Ele sofreu uma contratura muscular grau um antes da convocação. Nós fizemos os exames e ele passou pelos procedimentos. O prazo era de duas a três semanas, mas o Fagner teve uma evolução surpreendente. Ele fará um treino com bola para ver como se sente para saber se pode jogar ou não. Ele pode não jogar", disse.

Se não tivesse sido cortado da seleção, Fagner seria muito provavelmente desfalque contra o Flamengo, já que a equipe de Tite joga na véspera do duelo, em amistoso contra El Salvador, nesta terça, nos Estados Unidos – o rival carioca, aliás, tem Lucas Paquetá envolvido na partida.

Joaquim Grava afirma que fez todos os protocolos médicos antes da dispensa do jogador da seleção.

"Nós passamos as condições do atleta para o amistoso. Se caso o Fagner tivesse lesão 15 dias antes da Copa América, ficaria na consciência dos médicos da seleção ver se ele tem condições ou não. A única função do clube é mandar os relatórios dos exames complementares do atleta", afirmou.

“A lesão muscular depende muito da evolução. Existem lesões que duram cinco semanas. Não tem um tempo muito exato. Não depende dos sintomas do atletas, mas da função muscular. É o grande vilão da medicina esportiva”, analisou.

Caso ele não jogue, o jovem Mantuan, reserva imediato do Corinthians no setor, também é dúvida para o jogo de ida da semifinal da Copa do Brasil, depois de sentir a coxa no clássico de domingo contra o Palmeiras. Ele ainda será reavaliado pelo departamento médico alvinegro para identificar a extensão do problema.