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Colunista de jornal inglês explica por que De Gea é excepcional para o United e indiferente para a Espanha

Que De Gea é um dos melhores goleiros do mundo, pouca gente duvida. O camisa 1 do Manchester United foi eleito o melhor em sua posição em cinco das últimas seis temporadas da Premier League, além de ser escolhido o jogador do ano em sua equipe em quatro oportunidades. Porém, esse sucesso não se repete em termos de seleção espanhola, onde ele é constantemente criticado e contestado se deve realmente ser o titular.

Ciente disso, Jonathan Wilson, colunista do The Guardian, jornal bastante prestigiado no Reino Unido, encontrou uma explicação para essa contestação. A deficiência com os pés.

"Há um aspecto que pesa muito contra o espanhol. Sua taxa de acerto de passes nesta temporada é de 50%. No último ano, foi de 57,5%. O aproveitamento não é tão ruim para um goleiro, mas também está longe de ser bom. Ederson, do rival City, por exemplo, teve 85,3% na última temporada. É claro que os dois times de Manchester atuam de uma forma bastante diferente e, se Ederson fosse para o United, provavelmente seu aproveitamento cairia, mas não chegaria perto do mostrado por De Gea, que, apesar de ser um dos melhores goleiros do mundo, claramente não se sente confortável com a bola nos pés", descreveu ele, fazendo uma comparação com o brasileiro que atua no rival do Manchester United.

"A Espanha joga de uma maneira diferente do United. Eles podem não pressionar como um time de Pep Guardiola, mas jogam com uma linha muito mais alta do que um time do Mourinho. Mesmo que De Gea seja capaz de atuar assim, isso requer um ajuste, e parece razoável imaginar que esse processo o perturbe", opinou Wilson.

As críticas em De Gea começaram na Copa do Mundo. Na estreia, contra Portugal, ele falhou em um dos gols de Cristiano Ronaldo. Depois disso, praticamente não conseguiu fazer defesas nos jogos subsequentes e praticamente todos os chutes que iam em direção ao gol entraram. Ele também não conseguiu brilhar na disputa por pênaltis, contra a Rússia, no jogo que encerrou a participação espanhola no Mundial.