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Com Andreas Pereira, seleção terá jogador nascido fora do Brasil após 100 anos

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Uma das grandes surpresas na convocação de Tite para a seleção brasileira, anunciada nesta quinta-feira, foi a presença de Andreas Pereira, meia que atua no Manchester United. Ele, porém, não é nascido no Brasil, algo que não acontecia no time principal brasileiro desde a década de 1920.

Andreas, atualmente com 22 anos, é filho de brasileiros, mas nasceu na cidade de Duffel, na Bélgica, já que na época seu pai, Marcos Pereira, atuava pelo Mechelen.

Ele é tido como uma promessa desde muito novo e, com nove anos, já treinava no PSV, da Holanda. Por causa disso, passou a ser convocado para as seleções de base da Bélgica, defendendo as equipes sub-15, sub-16 e sub-17.

Em 2014, porém, quando foi contratado pelo Manchester United, passou a chamar atenção da CBF e decidiu trocar de seleção, passando a defender o Brasil desde a categoria sub-20. A convocação desta sexta foi a sua primeira para a equipe principal.

Apesar de um não-brasileiro de nascença defender a seleção parecer estranho para nós, essa não é a primeira vez que isso acontece. Isso porque no início do século XX, atletas como Sidney Pullen (nascido na Inglaterra), Casemiro Amaral (nascido em Portugal) e Francisco Police (nascido na Itália), também defenderam o Brasil em pelo menos uma oportunidade entre as décadas de 1910 e 1920.

Além deles, alguns outros jogadores também atuaram pelo Brasil nas categorias de base, caso do atacante Marcelo Moreno, nascido na Bolívia e que atualmente defende seu país e também de Gabriel Kazu, garoto atualmente na base do Flamengo que é constantemente convocado para a seleção sub-20. Ele nasceu no Japão.