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Latinos 'tomam' a Rússia e Brasil 'ganha' uma torcida, mas europeus fazem a festa quase sozinhos no final

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Na Copa do Mundo, torcida organizada do Brasil tem cantos e 40 bandeirões; conheça (2:31)

Movimento Verde Amarelo nasceu em 2008 e quer mudar o 'desempenho pífio' dos fãs em Mundiais passados (2:31)

A América Latina definitivamente ‘descobriu’ a Copa do Mundo. E tomou muito gosto por ela. Depois de ter um torneio ‘em casa’ no Brasil, os latinos invadiram a Europa pela primeira vez. Sem nenhum tipo de receio quanto ao que encontrariam, tomaram as ruas da Rússia e foram os responsáveis pelas maiores festas.

Brasil (3º), Colômbia (4º), México (6º), Argentina (7º) e Peru (8º) apareceram na lista dos países que mais compraram ingressos para este Mundial. Mas acabaram fazendo muito mais que isso. Com um jeito mais alegre – e até espalhafatoso – de torcer, deram a sensação de que a Copa acontecia mais uma vez em solo americano.

O Brasil, aliás, ganha um destaque especial. Pela primeira vez, o país teve uma torcida – algo que não tinha acontecido nem com a Copa do Mundo em casa.

De maneira até inesperada, o Movimento Verde e Amarelo, uma torcida organizada que já existia há dez anos, conseguiu emplacar uma nova música no gosto popular. A recepção ao ônibus da equipe e o ‘esquenta’ antes das partidas viraram tradição, e as arquibancadas dos estádios finalmente ouviram as vozes brasileiras.

O problema é que toda essa festa latina não foi para dentro do campo. O Peru caiu na primeira fase, México, Colômbia e Argentina não passaram das oitavas e até o Brasil foi eliminado nas quartas. Asssim, a Copa do Mundo virou uma verdadeira Eurocopa.

O curioso é que, fora de campo, as torcidas latinas deram um espetáculo a parte mesmo assim. Em Croácia x Dinamarca em Nizhny, por exemplo, os argentinos que acharam que veriam sua seleção jogando por ali fizeram se ouvir nas arquibancadas por boa parte do tempo cantando músicas da seleção hermana.

O mesmo aconteceu em São Petersburgo na semifinal entre França e Bélgica, mas desta vez com os brasileiros – que até se negaram a ir embora depois da partida e seguiram cantando até serem ‘expulsos’ do estádio.

Os europeus, por outro lado, não compareceram tanto quanto se esperava, talvez justamente por um receio maior com a Rússia, que tinha relações diplomáticas estremecidas com alguns deles, em especial com a Inglaterra.

Assim, a festa dentro de campo foi europeia. Mas fora dele certamente foi latina.