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Após 'Copa das Copas', Rússia põe França entre gigantes e vê 'nova ordem' em Copa das 'zebras'

A Copa do Mundo no Brasil ficou conhecida em 2014 como a "Copa das Copas". Foi o Mundial das torcidas, dos muitos gols marcados e também da tradição, com quatro gigantes nas semifinais - Alemanha, Argentina, Brasil e Holanda.

Quatro anos depois, o cenário foi completamente diferente na Rússia. Os muitos gols continuaram existindo – foram 163, só oito a menos que no Brasil, o torneio mais artilheiro da história (em números absolutos) empatado com o de 1998 -, mas definitivamente foi a Copa do equilíbrio. E de uma "Nova Ordem Mundial" que ameaça se impor no futebol.

Desta vez, nenhum gigante chegou. Pelo contrário. Foi a primeira vez em toda história que as semifinais aconteceram sem pelo menos umas das chamadas quatro maiores seleções do mundo - Alemanha, Argentina, Brasil e Itália (que sequer se classificou!).

As semis tiveram apenas duas campeãs do mundo - e ainda assim eram dois times com apenas um título cada.

Eram! Porque a França conquistou o troféu pela segunda vez em sua história e começa a cavar seu lugarzinho entre os gigantes. Não por menos: são três finais e dois títulos nos últimos 20 anos. Agora ela tem o mesmo número de troféus, por exemplo, que a própria Argentina.

A Croácia também acabou consagrando essa nova fase do futebol, com a vaga na final. O título não veio, é verdade, mas o aviso de que definitivamente não se ganha mais com a camisa foi dado.

Mas essa ficou muito longe de ser a única ‘zebra’. A Alemanha foi lanterna de um grupo com Suécia, México e Coreia do Sul, a Argentina suou para passar em segundo e pagou caro enfrentando a França nas oitavas. A Espanha caiu na mesma fase para a Rússia. E o Brasil não fez valer toda a sua tradição frente a novata Bélgica.

O Mundial, aliás, foi equilibrado do começo ao fim. Poucas vitórias tranquilas, a maioria por um gol de diferença. No total, foram só sete viradas, sendo que uma delas precisou da prorrogação para se concretizar. Foram nada menos que nove gols de vitórias marcados já depois dos 45 minutos do segundo tempo – 10 se contarmos o da Croácia contra a Inglaterra no tempo extra. Outro recorde.

A Copa teve um recorde de penalidades marcadas (29) e convertidas (22). Foram 72 gols de bola parada e mais 12 gols contra, ambos também números recordes historicamente.

E só um jogo terminou empatado em 0 a 0 – o polêmico Dinamarca x França em que nenhuma das seleções precisava da vitória. Um recorde positivo de menos igualdades sem gols desde 1954.