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Parreira: 'Futebol brasileiro é muito grande e pode sobreviver sem Neymar e sem Tite'

Em coletiva nesta quinta-feira, no Estádio Luzhniki, em Moscou, o ex-treinador Carlos Alberto Parreira, atualmente chefe do Departamento de Estudos Técnicos da Fifa, opinou sobre as muitas críticas tecidas pela imprensa internacional em cima do atacante Neymar, devido às constantes quedas em campo durante a Copa do Mundo 2018.

"O Neymar dentro de campo é um jogador que faz a diferença, mas ele é muito agredido. Sofre muitas faltas, às vezes ele cai, às vezes ele não cai intencionalmente e dizem que ele se jogou... O Neymar atrai essa mídia toda contra ele. Mas o importante para nós é que ele segue sendo um jogador que faz a diferença", afirmou.

"Pode ter havido um exagero da parte dele, mas tudo sobre Neymar ganha uma repercussão muito grande. Essa Copa deve servir para ele como uma grande lição, ele vai fazer a diferença jogando futebol, com a qualidade que ele tem. Deixa os problemas de arbitragem para os juízes resolverem. Ele vai fazer a diferença e continuará a ser importante para nós", disse.

Parreira disse também que a CBF (Confederação Brasileira de Futebol) trabalha para manter o técnico Tite no cargo, e elogiou a postura da organização, pedindo que a continuidade seja o padrão daqui para frente.

"Estamos brigando para que o Tite continue. Pela primeira vez, teremos continuidade no trabalho. E o trabalho, vamos afirmar, foi muito bem feito", salientou.

"Ao longo dessa prepação, o Brasil chegou muito bem, podia ter vencido e Bélgica e jogado e semi. Por isso, é importante que haja continudade. A gente não dá continuidade aos treinadores. Veja o (Joachim) Low indo para 12 anos na Alemanha, o Tabárez, no Uruguai, com três Copas do Mundo... Vamos dar sequência ao trabalho que vamos sonhar com o Hexa", acrescentou.

"Esse, inclusive, deveria ser o padrão. Se houve bom desempenho, que o trabalho continue. Pela primeira vez o Brasil caiu nas quartas de final, não ganhou a Copa, e vi uma grande parte da imprensa pedindo a continuidade do treinador, e os torcedores também aceitando essa ideia. Essa mudança de padrão e comportamento é muito positiva", analisou.

Questionado se o Brasil hoje é dependende de Neymar e Tite, Parreira ressaltou a importância de ambos, mas disse que o país pode sobreviver sem o astro do Paris Saint-Germain e o técnico que está no comando da seleção desde 2016.

"Acho que precisamos dos dois. Mas não podemos depender nem do Neymar, nem do Tite. O futebol brasileiro é muito grande e pode sobreviver sem Neymar e sem Tite. Mas, nesse momento, a gente precisa dos dois", bradou.

"Já tivemos Pelé, Zagallo, tivemos tanta gente... E conseguimos sobreviver! Mas, nesse momento, pela importância que eles ganharam, vamos precisar dos dois na próxima Copa do Mundo", finalizou.