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Parreira diz que faltou experiência e rodagem em Copas para seleção na Rússia

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Em coletiva nesta quinta-feira, no Estádio Luzhniki, em Moscou, o ex-treinador Carlos Alberto Parreira, atualmente chefe do Departamento de Estudos Técnicos da Fifa, opinou sobre o porquê da seleção brasileira ter fracassado na Copa do Mundo 2018, caindo nas quartas de final para a Bélgica.

Para Parreira, a falta de experiência do elenco atual em Mundiais acabou pesando em um momento em que o Brasil se viu em situação complicada, assim como a pouca rodagem internacional da comissão técnica comandada por Tite.

O campeão do mundo em 1994 fez uma comparação com a estrelada seleção de 2006, que tinha nomes como Ronaldo, Adriano, Ronaldinho, Kaká, Cafu, Roberto Carlos, Juninho Pernambucano e Zé Roberto, mas também fracassou na Copa da Alemanha – por um motivo bem diferente, segundo ele.

“Não é o bastante saber os problemas, mas sim como resolvê-los. Nós (Brasil), jogamos 21 Copas do Mundo e só ganhamos cinco. Agora, vamos passar de 20 anos sem ganhar. Ou seja: é muito difícil ser campeão da Copa. Precisa de muitas coisas: preparação e tudo funcionar na hora certa”, afirmou. “Não é o bastante só ter talento. Se fosse só isso, o Brasil ganharia todas as Copas. Precisa ter fome, organização, preparação. Eu sei bem a diferença. Algumas Copas nós ganhamos, outras perdemos. Quando está faltando um desses pontos, nós falhamos. Então, talento não é o bastante”, acrescentou.

“Em 2006, tínhamos um bom time, mas não tinha fome o bastante, porque havia ganho a Copa de 2002. Os melhores jogadores não apareceram em forma para aquela competição. Já nesse time de agora, não havia experiência em termos de Copa do Mundo, só três ou quatro jogadores haviam disputado um Mundial, e para a comissão técnica era uma novidade”, salientou.

Parreira ainda admitiu que o Brasil foi “surpreendido” pela Bélgica.

“Poderíamos ter ido mais longe na competição. No jogo contra a Bélgica, fomos surpreendidos no primeiro tempo. No segundo, fomos melhores, controlamos, tivemos chances para empatar. Mas Copa é assim: você vai mal em um jogo e está fora”, opinou.

“Mas já estamos sonhando em ganhar no Catar. No Brasil, acaba uma Copa e já estamos concentrados na próxima. É uma religião para nós. Quando não conseguimos, há uma tristeza geral, como aconteceu agora”, finalizou.