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Do toque de bola à 'pegada': como Loss tentou melhorar Corinthians durante Copa do Mundo

Jogadores do Corinthians comemoram gol de Paulo Roberto em amistoso contra o Cruzeiro na Arena Gazeta Press

A Copa do Mundo começou com Osmar Loss sob pressão no Corinthians. Os resultados ruins antes da parada do Campeonato Brasileiro deixaram a torcida desconfiada, mas, um mês depois, o clima é mais leve. Duas vitórias e um empate em amistosos ajudam a explicar a mudança. Mas não só os resultados conseguidos contra Cruzeiro e Grêmio...

“A avaliação do período de treinamento é positiva, independente de olhar para os resultados. Conseguimos mostrar as ideias, os atletas têm cumprido dentro das fases do jogo cumprido aquilo que temos como ideia de equipe, eles têm se portado bem, mostraram que assimilaram o que foi treinado, então a avaliação é positiva”, disse Loss.

Desde a derrota para o Bahia, no último compromisso antes da parada para a Copa, o Corinthians teve 11 dias de folga e depois emendou nove dias livres até ir a campo pela primeira vez, em amistoso contra o Cruzeiro. Venceu por 2 a 0 no Mineirão, com um gol com os titulares em campo e outro já com os reservas.

No último dia, mais um jogo de preparação, contra o Grêmio, com vitória por 2 a 1. Desta vez, com os titulares, derrota por 1 a 0, mas virada na segunda etapa, novamente com a equipe mexida. Por fim, nesta quarta, com o time inicial atuando por mais tempo, empate em 2 a 2, depois de sair perdendo por 2 a 0 e novamente reagir.

“A gente sai muito mais fortalecido. A pausa realmente foi boa para a gente poder readquirir nossa confiança, o olhar leve, certamente a torcida também está desta forma”, completou Loss, que, durante o período de treinos, tentou fazer o Corinthians uma equipe que valorize mais a posse de bola e também retome a “pegada”.

“Ele quer muito toque de bola, não rifar muito, reter a bola. Isso é uma característica dele, uma característica que ele implantou. Tenho certeza que isso melhorou na nossa equipe. Acho que o poder de reação também, a pegada, um cobrir o outro. Vínhamos fazendo isso no ano passado e, neste, deixamos de fazer”, contou Gabriel.

Contra o Cruzeiro, nesta quarta, Loss também mostrou variações no esquema tático do Corinthians. Iniciou no 4-2-3-1, com Renê Júnior atuando ao lado de Gabriel entre os volantes. Depois, no segundo tempo, com o placar adverso, colocou Jadson no lugar do primeiro, reestabelecendo o 4-1-4-1, com o camisa 10 ao lado de Rodriguinho.

“No começo do ano, jogamos com essa formação, comigo e Rodriguinho na meia. Foi opção do Loss para fazer um teste. Com o Renê, temos uma força defensiva maior. Eu entrei para tentar dar um volume maior de jogo, ajudar o Rodriguinho na criação”, avaliou Jadson, que perdeu um pênalti quando o placar ainda era de 2 a 1 para o Cruzeiro.

A utilização de cada esquema deve variar de acordo com o adversário e também situações de partida. Loss não esconde que prefere ter uma formação definida, e a opção mais conservadora, com poder maior de marcação é favorita – a dúvida é quem será o centroavante, agora com a opção do recém-chegado Jonathas.

Já entre o que o Corinthians ainda pode evoluir, a defesa mostrou nesta quarta problemas para contar a jogada aérea, sendo que os dois gols do Cruzeiro saíram de cabeça. Até a próxima semana, Loss deve trabalhar posicionamentos de bola parada, por exemplo, e “afinar” a nova linha de defesa, após saídas de Sidcley e Balbuena.

O Corinthians volta a campo no Campeonato Brasileiro na próxima quarta-feira, às 21h45, na Arena, pela 13ª rodada, contra o Botafogo. A equipe está atualmente na décima colocação, com 16 pontos, um a menos que o rival carioca e já a 11 do líder Flamengo.