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Títulos, recordes e receita: o Real Madrid antes e depois de Cristiano Ronaldo

Nove anos que determinaram uma era. A passagem de Cristiano Ronaldo no Real Madrid chegou ao fim, e com ela também se encerrou um dos períodos mais gloriosos da equipe mais gloriosa da história do futebol.

Para um clube tão acostumado a títulos e ídolos, Cristiano alcançou um dos lugares mais privilegiados em sua história, e alguns números ajudam a entender isso.

Em nove anos, foram dois títulos do Campeonato Espanhol, dois da Copa do Rei, dois da Supercopa da Espanha, três da Supercopa da Uefa (embora ele não tenha atuado em um deles) e três Mundiais de Clubes.

Muitos podem falar que não foi nada absurdo. Afinal, foram nove temporadas.

Mas é justamente no principal torneio que Ronaldo se confirmou um dos principais da história do Real. A tão sonhada La Décima na Uefa Champions League, em 2014. Uma taça que o clube não conquistava havia 12 anos. E ele foi protagonista, com "só" 17 gols, estabelecendo o recorde de um jogador em uma edição do torneio.

Depois de ficar sem a taça em 2015, Ronaldo comandou o time espanhol a três títulos seguidos do torneio, algo que não ocorria desde o Bayern de Munique entre 1974 e 1976. Das 13 Champions do Real, CR7 ganhou e foi protagonista de quatro. Para efeito comparativo, somente cinco equipes – além do próprio clube madrilhenho – conseguiram ao menos quatro taças do torneio: Ajax, Barcelona, Liverpool, Bayern de Munique e Milan.

De quebra, o camisa 7 foi artilheiro da competição nas últimas seis edições. Aliás, por falar em artilharia, ele se tornou o goleador máximo da Champions, com 120 gols (105 pelo Real e 15 pelo United) e também é o número 1 em gols marcados na história do Real, com 448.

Individualmente, ele ainda foi eleito o melhor jogador do mundo em mais quatro oportunidades, em 2013, 2014, 2016 e 2017, após ter ficado com o prêmio em 2008, pelo United. Hoje divide com Lionel Messi o posto de atleta que mais vezes venceu a honraria.

As glórias individuais e coletivas de CR7 ainda refletiram financeiramente para o Real Madrid. Segundo o estudo Money Football League, da consultoria Deloitte, o clube até perdeu o topo da lista entre as maiores receitas do futebol, se consideradas as temporadas 2007-08 e 2016-17, mas o valor cresceu de forma impressionante: de 401,4 milhões de euros para 674,6 milhões de euros.