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A Copa dos recordes: veja 7 marcas quebradas até agora no Mundial da Rússia

Repleta de surpresas, polêmicas e ótimos jogos, a fase de grupos da Copa do Mundo teve seu fim nesta quinta-feira, dando espaço para o início dos mata-matas, que começam no sábado.

O Mundial da Rússia, inclusive, também foi palco de diversas quebras de recordes. Veja sete delas:

Tabárez eterno

É muito difícil pensar no futebol uruguaio sem lembrar da figura do lendário Óscar Tabárez. Já de muletas, o treinador encontra muita em se locomover, mas segue no comando da equipe celeste e quebrou um recorde na Rússia.

Aos 71 anos de idade, tornou-se o primeiro técnico a comandar a mesma seleção em quatro Copas.

Após ter dirigido o Uruguai na Copa de 1990, dedicou-se a trabalhos em clubes durante os 20 anos seguintes. Em 2010, entretanto, voltou a estar à frente da seleção de seu país, repetindo o feito nos dois Mundiais seguintes, e agora consta no livro dos recordes. Uma lenda.

Marca da cal desgastada

Uma das grandes novidades da Copa do Mundo de 2018, o VAR (árbitro de vídeo) tornou-se uma característica marcante deste torneio.

Contando com uma considerável influência da tecnologia, o Mundial da Rússia, que está apenas na fase de oitavas de final, já supera todas as outras edições no quesito pênaltis marcados. Foram 24, sendo que sete deles foram anotados com o auxílio do VAR.

Anteriormente, a maior marca (18) tinha sido alcançada nas Copas de 1990, 1998 e 2002.

Além disso, a atual edição do torneio registrou o maior número de pênaltis convertidos, com 18, um a mais do que em 1998.

O coroa das Copas

45 anos e 161 dias.

Enquanto a imensa maioria dos atletas já estão aposentados com esta idade, o goleiro do Egito Essam El-Hadary alcançou um feito impressionante. Ao entrar em campo na partida contra a Arábia Saudita, o goleiro tornou-se o jogador mais velho a atuar em uma partida de Copa do Mundo.

Inclusive, o experiente arqueiro pegou até um pênalti no confronto, mas não conseguiu evitar a derrota do Egito contra os sauditas.

O colombiano Faryd Modragón, após ter entrado em campo na Copa do Brasil com 43 anos e 3 dias de idade, era o dono do recorde até então.

Prodígio africano

O lateral-direito Moussa Wague, que atua no K.A.S. Eupen, da Bélgica, também escreveu uma marca importante por conta sua idade - porém, neste caso, pelos poucos anos.

Ao anotar um gol contra o Japão, o atleta de Senegal assumiu o posto de africano mais jovem a marcar em um Mundial, com 19 anos e 236 dias de idade.

Haminu Draman, de Gana, aos 20 anos e 82 dias, era o antigo detentor da marca.

Tabu agradável

Demorou, mas (infelizmente) a hora chegou.

Apenas após incríveis 37 jogos terem sido jogados na Rússia, França e Dinamarca protagonizaram o primeiro empate sem gols da competição. Este é o início mais longo sem um jogo 0 a 0 na história das Copas.

A Copa de 1954 não teve nenhum jogo sem gols, porém, apenas 26 partidas foram disputadas no total.

Mais um recorde para a conta do gajo

Cristiano Ronaldo chegou ao patamar em que se encontra hoje por anotar gols incansavelmente. Na Copa da Rússia, como era de se esperar, tal realidade não foi diferente, rendendo até uma marca simbólica ao gajo.

Seus três decisivos gols na eletrizante estreia de Portugal contra a Espanha o transformaram no atleta mais velho da história das Copas do Mundo a fazer um hat-trick.

Aos 33 anos e 131 dias de idade, CR7 ultrapassou o holandês Rob Rensenbrink, que, com 30 anos e 336 dias de idade, fez três gols na vitória de sua seleção contra o Irã, na Copa de 1978, e detinha o recorde.

Errando (muito) de lado

Em uma Copa na qual os gols não estão tão abundantes, jogadores vêm ajudando os times adversários a marcar.

Até o momento, nove gols contra foram sofridos, a maior marca entre todas as edições da competição mundial. Até então, o máximo que já ocorrido em uma edição inteira havia sido seis gols em 1998.

Aziz Bouhaddouz, de Marrocos, contra o Irã.
Aziz Behich, da Austrália, contra a França.
Oghenekaro Etebo, da Nigéria, contra a Croácia.
Thiago Cionek, da Polônia, contra Senegal.
Ahmed Fathi, do Egito, contra a Rússia.
Denis Cheryshev, da Rússia, contra o Uruguai.
Edson Alvarez, do México, contra a Suécia.
Yann Sommer, da Suíça, contra a Costa Rica.
Yassine Meriah, da Tunísia, contra o Panamá.