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Osorio dá show em coletiva do México, faz análises táticas e disseca até Brasil na Copa do Mundo

O técnico do México, Juan Carlos Osorio, mostrou muito conhecimento tático de futebol e das seleções que estão disputando a Copa do Mundo 2018. Ele quebrou o protocolo adotado por muitos treinadores, que se recusam a fazer análises mais aprofundadas dos rivais, e dissecou o time da Coreia do Sul, adversário deste sábado, às 12h (de Brasília), em Rostov.

"Identificamos na Coreia um grande rival. Dos jogadores que quero destacar, estão Ki Sung-yueng, volante central do Swansea, que é um ótimo distribuidor de bolas. Também há Son Heung-min, atacante do Tottenham que joga em quatro posições diferentes no ataque: como 9, como média-ponta ou como extremo pelos dois lados. Por fim, também destaco o atacante Kim Shin-wook, atleta dominante no jogo aéreo", sintetizou Osorio.

"Teremos que estar muito ativos e preparados. Enfrentaremos um grande rival, com um treinador de muita experiência e que conhece esses atletas do último ciclo olímpico. Ele fez parte de um processo muito interessante com esses jogadores e certamente produzirá um grande desafio amanhã", acrescentou.

Depois disso, o colombiano empolgou e passou a analisar outras equipes da Copa, mostrando que, mesmo durante os treinos do México, vem conseguindo acompanhar a competição e fazer anotações interessantes.

"Penso que os esquemas de 4-2 estão sendo uma constante nas grandes seleções. [...] Nessa formação, os dois volantes centrais controlam o jogo, como fazem Rakitic e Modric na Croácia, Herrera e Guardado no México e Casemiro e outro volante, às vezes Paulinho, às vezes Fernandinho, no Brasil", salientou.

"A Austrália também me deixou uma impressão muito boa nessa Copa. Gosto de Jedinak e Mooy, dois volantes muito completos e competitiviso. Admiro profundamente este país e a maneira como jogam, muito honesta. Em várias ocasiões, parecem jogadores de rugby, verdadeiros gentlemen. Não entram em disputas pessois e respeitam o árbitro. É uma grata revelação", analisou.

"E me impactou também a maneira de competir de quase todos até agora. Marrocos e Irã foram fortalezas contra Portugal e Espanha. O futebol está demonstrando que hoje os jogadores que desequilibram são 5%. Os outros são bons jogadores, que podem mudar uma partida com algumas características, seja um passe aprofundado, uma cabeçada, etc", prosseguiu.

"O futebol ainda precisa somar estratégias de outros esportes coletivos. A ciência tem muito a adicionar na preparação dos atletas. Uma equipe bem preparada tem chance contra qualquer um", finalizou.

O México enfrenta a Coreia neste sábado, às 12h (de Brasília), em Rostov.