Senegal: 'Temos o direito de sermos considerados treinadores de elite', diz único técnico negro da Copa

Francisco De Laurentiis, de Moscou (RUS)Leitura: 2 min.

A Copa do Mundo de 2018 tem apenas um técnico negro: Aliou Cissé, do Senegal.

Nesta segunda-feira, um dia antes da estreia contra a Polônia, o ex-capitão da seleção nacional, que fez parte da histórica campanha dos "Leões de Taranga" no Mundial de 2002, discursou sobre o tema.

"É verdade, sou o único treinador negro desta Copa. Esse debate me incomoda. Futebol é um esporte universal, e a cor de sua pele não tem importância", afirmou.

"No fim das contas, fico feliz de ver que há um técnico negro aqui. Além do futebol, além do campo, isso demonstra que também temos treinadores de qualidade entre nós", acrescentou.

Cissé, que comanda Senegal desde 2015, também disse esperar ver mais treinadores negros no cenário internacional nos próximos anos.

Aliou Cissé, técnico do Senegal, posa para foto oficial da Fifa na Copa-2018Getty Images

Enquanto isso, outros times africanos da Copa-2018 preferem ficar trabalhando com técnicos europeus, como Nigéria, comandada pelo alemão Gernot Rohr, e Marrocos, que tem o francês Hervé Renard em cargo.

"Eu represento uma nova geração, uma geração que quer marcar seu nome no futebol africano e mundial. Eu não sou o único, há treinadores como Florent Ibengé, que faz um grande trabalho na República Democrática do Congo", citou.

"Estamos mostrando que somos bons no campo tático. Nós, negros, temos o direito de sermos também considerados treinadores de elite", finalizou.

Senegal joga contra a Polônia nesta terça-feira, às 12h (de Brasília), em Moscou, pelo grupo H.

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