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10 pessoas que não sabiam que estavam em Moscou e homenagem a delator que colocou cartolas na cadeia: os micos do Congresso da Fifa

O 68º Congresso da Fifa, organizado nesta quarta-feira, em Moscou, na Rússia, foi recheado de momentos peculiares.

Apesar da entidade, sediada na Suíça, tentar prezar pela pontualidade, o evento foi iniciado com mais de meia hora de atraso, depois que alguns cartolas se enrolaram para chegar ao Expocentro de Moscou, onde ocorreu a reunião.

Depois, quando as atividades finalmente foram iniciadas, o presidente da Fifa, Gianni Infantino, pediu aos presentes que testassem o sistema de votação instalado em suas mesas, que seria usado várias vezes nas próximas horas. E foi aí que vieram os micos.

Primeiro, foi feita uma pergunta de simulação: "O 68º Congresso da Fifa está acontecendo em Moscou?". A resposta era óbvia, mas aparentemente alguns dirigentes não tinham muita noção de geografia, já que 10 de 188 pessoas responderam que "não".

Logo em seguida, o fato praticamente se repetiu. Infantino simulou outra questão: "A Copa do Mundo de 2018 está acontecendo na Rússia?". Novamente, 10 de 188 votantes disseram que "não".

Ainda houve tempo para mais uma: "A sede da Fifa fica localizada na Suíça". De maneira inacreditável, 10 presentes disseram que "não" outra vez.

Outro momento que chamou a atenção foi a homenagem feita pela Fifa a jogadores e dirigentes que morreram recentemente, como os brasileiros Waldir Peres e Perivaldo. Entre os lembrados, destaque para o nome do norte-americano Chuck Blazer.

Para quem não se lembra, Blazer, que foi durante muitos anos secretário-geral da Concacaf e membro do Comitê Executivo da Fifa, ficou marcado por ser um dos principais delatores do caso "Fifagate", que deflagrou a prisão de diversos cartolas importantes do futebol mundial. Entre eles, o ex-presidente da CBF (Confederação Brasileira de Futebol), José Maria Marin.

Durante as investigações do FBI, Chuck assinou uma confissão de 40 páginas na qual admitiu ter recebido suborno nas Copas de 1998 e 2010, entre outros desrespeitos ao Código de Ética da Fifa. No processo, entregou diversos outros nomes envolvidos no recimento de propinas e ilegalidades.

A colaboração com as investigações renderam imunidade judicial ao cartola, evitando 75 anos de cadeira. O dirigente ainda teve que devolver US$ 11 milhões em impostos não pagos por ordem da Justiça norte-americana. Apesar disso, foi banido em 2015 pelo resto da vida de atividades relacionadas ao futebol.

Blazar faleceu em julho de 2017, após dois anos lutando contra o câncer.